Até 3 milhões de mulheres de países em desenvolvimento vivem com fístula

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Primeiro Dia Internacional pelo Fim da Fístula Obstétrica é nesta quinta-feira, 23; abertura na parede vaginal pode ocorrer durante parto prolongado sem cuidados médicos adequados; bebê geralmente morre.

Campanha do Unfpa pelo fim da fístula

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

As Nações Unidas marcam nesta quinta-feira o primeiro Dia Internacional pelo Fim da Fístula Obstétrica. A condição afeta entre 2 e 3 milhões de mulheres de nações em desenvolvimento, a maioria em países árabes, na África e na Ásia.

Segundo o Fundo da ONU para População, Unfpa, apesar de ser possível prevenir e tratar a fístula vaginal, mais de 50 mil novos casos ocorrem por ano.

Partos Complicados

A condição pode surgir durante partos longos e complicados, como explicou à Rádio ONU, de Nova York, a especialista em Comunicação para Saúde Reprodutiva do Unfpa, Etienne França.

"Pode ser muitas horas ou vários dias. A cabeça do bebê fica pressionando as paredes da vagina. Na maior parte dos casos, o bebê morre e aquele lugar onde houve a necrose vai sair, porque é um tecido necrosado. E no local, fica uma comunicação anormal entre a vagina e a uretra ou a vagina e o reto. A mulher que desenvolve a fístula fica incontinente."

Etienne França complementa ser possível prevenir a fístula ou tratar o ferimento.

Tratamento Possível

"Na maior parte dos casos, poderia ser prevenida se a mulher tivesse acesso a cuidados obstétricos de emergência. Seria possível, por exemplo, fazer uma cesárea. Muitos casos também são possíveis de serem tratados e curados com uma cirurgia."

O Unfpa destaca que os custos do tratamento e pós-operatório são em torno de US$ 300, ou R$ 600. Mas muitas mulheres desconhecem a informação ou não podem pagar a cirurgia.

O diretor-executivo da agência da ONU, Babatunde Osotimehin, está fazendo um apelo por "esforços redobrados para um fim a esta grave injustiça global."

Doações Online

Ele acredita que ao promover a conscientização e o apoio, incluindo financeiro, é possível "mudar o jogo" sobre a fístula, e acabar com a vergonha e o isolamento das mulheres.

No site do Unfpa, qualquer pessoa pode fazer uma doação em dinheiro para a campanha pelo fim da fístula. Com US$ 10, é possível alimentar por duas semanas uma paciente em recuperação. E o custo de uma cesárea para prevenir o problema é de US$ 60.

O Unfpa no Brasil também está lançando uma campanha de vídeo, chamada "Não Feche os Olhos", para alertar sobre o perigo da fístula obstétrica.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE DEZEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE DEZEMBRO DE 2014
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