Ao comentar vídeo na Síria, ONU diz que mutilação de corpos é crime

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Alta comissária de direitos humanos, Navi Pillay, emitiu nota reagindo a imagens que mostram um líder rebelde "cortando e mordendo o coração de um soldado morto."

Navi Pillay

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um vídeo mostrando imagens de um rebelde na Síria mordendo o coração de um soldado morto foi condenado pela alta comissária de direitos humanos da ONU, Navi Pillay.

Em nota, ela classificou o ato de atroz e lembrou que mutilar ou profanar corpos durante um conflito é considerado um crime de guerra.

Assassinatos e Torturas

Pillay destacou, no entanto, que não é possível assegurar a autenticidade do vídeo, mas mesmo assim, grupos de oposição na Síria devem fazer de tudo para parar esse tipo de crime.

Ela afirmou que o incidente tem que ser investigado além de outras sérias violações praticadas por combatentes da oposição incluindo atos de tortura, assassinatos e execuções sumárias.

A alta comissária lembrou que tem pedido, repetidamente, que o caso da Síria seja levado ao Tribunal Penal Internacional, TPI.

Segundo ela, somente através desta medida, os autores de crimes de guerra e contra a humanidade poderão responder pelos seus atos, sem interessar se estão do lado do governo ou da oposição no conflito sírio.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE AGOSTO DE 2014
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