Unicef pede providências após estupro de menina de cinco anos na Índia

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Agência da ONU quer medidas urgentes que garantam a segurança de meninas e mulheres incluindo a resposta da polícia; em 2011, foram cometidos mais de 30 mil crimes contra crianças.

Agência quer segurança para indianas. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Após o estupro de uma menina de apenas cinco anos em Nova Délhi, o Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, está pedindo ações urgentes para garantir segurança e proteção de meninas e mulheres na Índia.

Ao condenar o estupro, a agência da ONU disse esperar que a criança, que está internada, se recupere. Segundo agências de notícias, a menor foi sequestrada na semana passada e estuprada diversas vezes no cativeiro. Ela foi encontrada por vizinhos, chorando. 

Denúncias

A menina chegou ao hospital em estado crítico, mas teria apresentado melhoras nesta segunda-feira. A polícia prendeu dois suspeitos do crime. Vários protestos contra o estupro ocorreram no país neste fim de semana.

Segundo o Unicef, estatísticas recentes mostram que mais de 30 mil crimes foram cometidos contra crianças na Índia em 2011. Uma a cada três vítimas de estupro é menor.

Segurança

O Unicef acredita que muitos outros casos nem são denunciados, por isso a necessidade de apoio e cuidados, para que as indianas possam ter segurança nas ruas, na escola, no trabalho e até dentro de casa.

A agência lembra que após o estupro coletivo de uma jovem em dezembro, que acabou morrendo, o governo da Índia adotou medidas para fortalecer as leis contra crimes sexuais.

Resposta de Policiais

Mas o Unicef cita que o "caso selvagem de estupro" da menina de cinco anos indica a forte necessidade de melhorar a resposta de policiais e de se colocar um fim a esses "crimes brutais".

A agência lembrou que episódios de violência a mulheres e crianças permeiam a vida na Índia e afirma ser "incomôda" a aceitação dessas violações.

De acordo com o Unicef, em várias esferas da sociedade indiana, meninas são muitas vezes vistas como "passivas" e têm pouco a dizer sobre suas vidas.

A agência reforça que garotas e mulheres precisam ser valorizadas, respeitadas e ter segurança em casa e em lugares públicos.

Em parceria com o time de críquete Délhi Daredevils, a embaixadora da Boa Vontade do Unicef, a atriz indiana Priyanka Chopra, lançou a iniciativa "Dare to Care", sobre a autonomia de mulheres e meninas indianas.

 

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 31 DE OUTUBRO DE 2014
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