Ramos Horta quer mais ação do Conselho de Segurança para a Guiné-Bissau

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Representante do Secretário-Geral disse que país está a um passo de se tornar um Estado falhado; situação guineense foi discutida com presidente moçambicano, que lidera a Cplp.

José Ramos Horta

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo

O representante especial do Secretário-Geral da ONU na Guiné-Bissau, José Ramos Horta, apelou para um "maior engajamento" do Conselho de Segurança na busca de uma solução à crise política guineense.

José Ramos Horta falava esta quarta-feira a jornalistas na capital moçambicana, Maputo. Ele defendeu a necessidade de uma maior intervenção do órgão para evitar a degradação da situação na Guiné-Bissau.

Vontade

"O que é necessário agora é sensibilizar o Conselho de Segurança a fazer muito mais para evitar o pior na Guiné-Bissau. Havendo boa vontade da comunidade internacional, se o Secretário-Geral da ONU, Conselho de Segurança forem persuadidos que é preciso de maior engajamento. O Secretário-Geral, Ban Ki-Moon, totalmente sensível ao problema, está muito bem informado".

 Ramos Horta discutiu esta quinta-feira a crise guineense com o chefe de Estado moçambicano. Armando Guebuza assume, igualmente, a presidência rotativa  da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp.

Precariedade

No final da audiência, o representante da ONU na Guiné-Bissau descreveu a situação sociopolítica guineense de "extrema precariedade". Segundo Ramos Horta o país está a um passo de se tornar um Estado falhado.

"Se o Estado existe para dar segurança, tranquilidades às populações, Saúde, Educação, Justiça, então ai vemos que há extrema precariedade em Guiné-Bissau, dai para um Estado falhado é um passo. Não há nada em vista que nos garante que esta situação vai ser resolvida nos próximos tempos".

Forças Armadas

Segundo o responsável, as Forças Armadas guineenses têm que ser totalmente reorganizadas.

"Elas têm que ser reequacionadas, ajustadas para a realidade da Guiné-Bissau. Das nossas conversas com a elite eles aceitam a reorganização das Forças Armadas. Nós acreditamos que é possível trabalhar com eles e reorganizar toda essa instituição". 

Promessas

O representante especial disse ter recebido promessas do presidente da Cplp para tentar solucionar a crise guineense. O país é liderado por autoridades de transição, na sequência ddo golpe de estado de 12 de Abril do ano passado.

Na segunda-feira, o Secretário-Geral das Nações Unidas disse que a organização está  num momento crítico do seu compromisso com o país de língua portuguesa.

Ban Ki-moon disse que a organização continua a promover o diálogo inclusivo entre atores nacionais para restaurar a ordem constitucional  na Guiné-Bissau.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE JULHO DE 2014
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