ONU pede inclusão e diálogo contínuos, 19 anos após genocídio no Ruanda

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Pronunciamento do Secretário-Geral foi feito para assinalar o massacre, a  7 de Abril; mais de 800 mil pessoas morreram devido à operação de extremistas hutu contra tutsis e hutus moderados.

Genocídio ocorreu em 1994

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas encorajou os ruandeses a continuar a promover o espírito inclusivo e de diálogo com vista à reconciliação, cura e reconstrução após o genocídio de 1994.

Em mensagem, Ban Ki-moon disse que ao serem assinalados os 19 anos do massacre, a 7 de Abril, são recordados os mais de 800 mil inocentes que perderam suas vidas. O massacre foi levado a cabo por extremistas da etnia hutu contra tutsis e hutus moderados.

Reforço

Para o chefe da ONU, são honrados também os sobreviventes "cuja resistência continua a inspirar, além dos que defenderam os outros." Ban disse estar em curso o reforço das capacidades de mediação, de averiguação, da diplomacia preventiva e da resolução pacífica de conflitos para evitar genocídios.

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, o representante permanente da União Africana junto às Nações Unidas, Téte António, disse que o continente tem dado o exemplo com vista a não-repetição de massacres.

Exemplo

"A Carta da OUA (antigo nome da União Africana) não previa a intervenção dos Estados em caso de conflitos num país. O Ato Constitutivo contém, para casos de genocídio. Isto foi consequência da situação no Ruanda. Fomos os primeiros a adaptar os nossos instrumentos legais como consequência. É preciso falar do facto, ser específico, tal como acontece nos outros países do mundo. A educação permanente é a semente para que o africano tenha este facto em mente e possa ser educado", destacou.

Para que haja um alerta precoce de massacres, Ban destacou que o foco tem sido dado a procedimentos especiais e outros mecanismos de direitos humanos, tendo destacado "grandes avanços contra a impunidade."

Suspeitos Genocidas

O representante disse que, em todo o mundo, suspeitos genocidas e outros possíveis criminosos já sabem que serão responsabilizados perante o Tribunal Penal Internacional e outros órgãos nacionais e internacionais.

Como referiu, o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda "continua a fazer justiça, com a cooperação do país e de outros Estados." O Secretário Geral apontou a Justiça Penal Internacional como uma prova da determinação coletiva para fazer frente aos crimes mais hediondos.

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE AGOSTO DE 2014
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