ONU emite mensagem sobre 19 anos do genocídio de Ruanda

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Secretário-Geral lembrou a morte de 800 mil pessoas devido à operação de extremistas hutu contra tutsis e hutus moderados; aniversário é marcado neste 7 de abril.

Ban Ki-moon Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas pediram aos ruandeses para continuar a promover o diálogo e a inclusão para a reconciliação, cura e reconstrução de Ruanda após o genocídio, em 1994.

Em mensagem para marcar os 19 anos do genocídio, Ban Ki-moon lembrou do que chamou de "mais de 800 mil inocentes que perderam suas vidas." O massacre praticado por extremistas da etnia hutu ocorreu contra tutsis e hutus moderados.

Sobreviventes

Para o chefe da ONU, "a resistência dos sobreviventes continua a inspirar, além dos que defenderam os outros." Ban disse que a ONU continua atuando para reforçar a mediação, averiguação e a diplomacia preventiva. O objetivo é evitar novos genocídios.

Em entrevista à Rádio ONU, o representante da União Africana junto às Nações Unidas, Téte António, disse que o continente tem dado o exemplo com vista a não-repetição de massacres.

Intervenção

"A Carta da OUA (antigo nome da União Africana) não previa a intervenção dos Estados em caso de conflitos num país. O Ato Constitutivo contém, para casos de genocídio. Isto foi consequência da situação em Ruanda. Fomos os primeiros a adaptar os nossos instrumentos legais como consequência. É preciso falar do facto, ser específico, tal como acontece nos outros países do mundo. A educação permanente é a semente para que o africano tenha este facto em mente e possa ser educado", destacou.

Para evitar outros massacres, como o de Ruanda, Ban disse que é preciso investir, mais e mais, em mecanismos de direitos humanos, que estão levando ao que chamou de "grandes avanços contra a impunidade."

Tribunal Penal

O Secretário-Geral disse que, em todo o mundo, suspeitos genocidas e outros possíveis criminosos já sabem que serão responsabilizados perante o Tribunal Penal Internacional e outros órgãos nacionais e internacionais.

Ele encerrou lembrando que o Tribunal Penal Internacional para Ruanda "continua fazendo justiça com a cooperação do país e de outros Estados."

Apresentação: Mônica Villela Grayley.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE SETEMBRO DE 2014
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