ONU condenou violência na República Centro-Africana

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Ban Ki-moon preocupado com confrontos entre movimento Séléka e a população de Bangui; pelo menos 19 pessoas morreram desde que as forças rebeldes assumiram controle do país.

Casas abandonadas na República Centro-Africana. Foto: Irin/Anthony Morland

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York*.

O Secretário-Geral da ONU disse estar alarmado com a rápida deterioração da situação da segurança na República Centro-Africana.

Em nota, emitida esta terça-feira, Ban Ki-moon disse estar particularmente preocupado com as notícias de confrontos entre o movimento Séléka e a população em Bangui, que resultaram na morte de muitos civis.

Lei e Ordem

O chefe da ONU condenou veementemente os atos de violência dos Séléka contra a população e pediu as autoridades que restaurem a lei e a ordem além de garantir a proteção dos civis.

A ONU calcula que pelo menos 19 pessoas tenham morrido no país, desde que as forças rebeldes assumiram o controle do governo, no mês passado.  O grupo Séléka derrubou o presidente François Bozizé, que fugiu para o exílio nos Camarões.

Ilegalidades

Antes, a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos disse que não se deve permitir a continuação da ilegalidade que se verifica na República Centro-Africana.

Falando a jornalistas, a porta-voz do Escritório da ONU de Direitos Humanos, Cécile Pouilly, lançou um apelo a várias partes do país.

De acordo com a porta-voz, todos os que levem a cabo crimes graves e especialmente os seus líderes, devem ter em mente que podem ser individualmente responsabilizados pelos atos. Ela pediu às autoridades do Conselho de Transição Nacional que tomem as medidas necessárias para restaurar a autoridade de Estado e a proteção civil.

Sequestros

O documento cita relatos de violações generalizadas dos direitos humanos, incluindo assassinatos seletivos, detenções arbitrárias e tortura. Os abusos incluem o recrutamento de crianças, estupros, desaparecimentos e sequestros na capital, Bangui, e em outras áreas do país.

A alta comissária também condenou o saque de escritórios de agências de ajuda humanitárias e armazéns, dizendo que os atos causaram a interrupção de apoio vital para milhares de civis.

Combates

O Alto Comissariado para Refugiados anunciou o aumento do fluxo de cidadãos para os países vizinhos devido a combates ocorridos no fim de semana.

Calcúla-se que a instabilidade tenha causado a fuga de mais de 30 mil centro-africanos para República Democrática do Congo. Os refugiados recém-chegados ao país disseram que as forças Séléka teriam disparado contra moradores de Bangui que resistissem ou protestassem contra saques e abusos.

De acordo com o Acnur, jovens do sexo masculino têm sido particularmente afetados. Eles representam oito em cada dez refugiados que atravessaram a fronteira no fim de semana passado.

* Apresentação: Edgard Júnior

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE AGOSTO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE AGOSTO DE 2014
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