Niemeyer provou que é possível ser moderno com calor humano

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Tributo ao arquiteto brasileiro, na sede da ONU, reuniu Secretário-Geral e outras autoridades; crítico de arquitetura disse que obra de Niemeyer não foi só pioneira, mas refletiu o conceito do brasileiro de construir um mundo melhor.

Oscar Niemeyer com o grupo de arquitetos na ONU

Mônica Villela Grayley e Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Um Tributo a Oscar Niemeyer e ao Conselho de Projetos. Este é o título de uma exposição com desenhos e imagens raras do arquiteto brasileiro que ajudou a planejar a sede das Nações Unidas em Nova York, na década de 40.

Ricos e Pobres

A exposição foi aberta, nesta quarta-feira, com uma cerimônia na Assembleia Geral da ONU que contou com a presença do chefe da organização, Ban Ki-moon.

Ao discursar no hall da Assembleia, Ban falou sobre algumas preocupações pessoais de Niemeyer. E lembrou que o arquiteto brasileiro se incomodava com a distância entre ricos e pobres. E, que por isso, respondia a esta preocupação criando prédios belíssimos que podiam ser desfrutados igualmente por todos.

Os projetos do jovem Niemeyer, o mais novo do grupo de 11 arquitetos renomados que projetaram a sede, foram exibidos num filme raro com imagens de ícones da arquitetura mundial como o suíço Le Corbusier.

Vidro e Aço

Para o professor Paul Goldberger, que também é crítico de arquitetura, Oscar Niemeyer inovou ao trazer para Nova York o primeiro prédio com uma estrutura de vidro e aço.

Nesta entrevista à Rádio ONU, após a cerimônia, Goldberger disse que Niemeyer provou que o modernismo não precisava ser "duro e frio."

O especialista americano disse que Oscar Niemeyer acreditava que era possível ser moderno e sensual ao mesmo tempo. Ele afirmou também que para o brasileiro, os prédios dele não eram apenas objetos, mas sim molduras para eventos e atividades humanas.

Segundo ele, Niemeyer se preocupava mais com o que acontecia dentro dos edifícios do que com a obra em si.

Cooperação e Entendimento

Para a embaixadora do Brasil nas Nações Unidas, o traço de Niemeyer na sede da ONU não é só uma contribuição do Brasil a uma das obras mais importantes da arquitetura mundial, mas também traduz a expressão do arquiteto e sua forma de planejar toda a sua obra.

“O desenho procura projetar aquilo que a ONU é, projetar os valores, as aspirações de um mundo melhor. Criar os espaços que permitiram, naquele momento, identificar a ONU como o locus deste esforço mundial pela paz, pela cooperação, pelo entendimento.”

A homenagem da Assembleia Geral a Oscar Niemeyer antecedeu o fechamento do hall da casa para reformas, o que deve ocorrer nas próximas semanas.

A exposição com desenhos raros de Niemeyer deve ser encerrada em 7 de maio.

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE SETEMBRO DE 2014
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