Mundo caminha para o fim da pena de morte, afirma Anistia Internacional

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Relatório mostra que apenas um em cada 10 países aplicou a punição em 2012; China continua liderando a lista dos que mais executam prisioneiros.

Imagem: ONU/Jean-Marc Ferré

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

 

O relatório anual da Anistia Internacional mostrou que o mundo segue na direção do fim da pena de morte.

O documento, divulgado esta quarta-feira, revisou as sentenças e execuções de prisioneiros ocorridas em 2012.

China

Segundo a Anistia Internacional, 682 pessoas foram executadas no ano passado, duas a mais do que em 2011. Apenas 21 países aplicaram a punição, mesmo número de 2011, mas aproximadamente 25% a menos do que o registrado em 2003.

O relatório afirmou que a China lidera a lista dos que mais aplicaram a pena de morte, seguida do Irã, do Iraque, da Arábia Saudita e dos Estados Unidos.

Execuções

A Anistia Internacional informou que no documento não estão incluídas as milhares de execuções, que a organização acredita, tenham ocorrido na China. O governo chinês mantém a informação secreta.

Um dado positivo do relatório mostrou que o número de novas penas de morte aplicadas no ano passado caiu de 1,923 casos em 63 países, para 1,722 em 58 nações.

Adultério

O secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, disse que em muitas partes do mundo, as execuções estão se tornando coisa do passado.

Os métodos mais comuns usados nas penas de morte, em 2012, foram enforcamento, pelotão de fuzilamento e injeção letal.

O relatório disse que as pessoas que receberam a sentença cometeram crimes que incluem blasfêmia e adultério, o que, segundo a Anistia Internacional, não deveriam nem ser considerados crimes.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 30 DE OUTUBRO DE 2014
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