Iraque pode executar 150 penas de morte nos próximos dias

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Anúncio do Ministério da Justiça foi condenado pela alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, que deplorou ainda a execução de 21 pessoas, no início desta semana, no país.

Alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, condenou a decisão do Iraque de executar a pena capital a 21 indivíduos no país. As mortes ocorreram no início desta semana.

Em comunicado, Pillay deplorou a informação do Ministério da Justiça iraquiano de que outras 150 pessoas, que estão no chamado corredor da morte, podem ter suas penas executadas nos próximos dias.

Falhas

Em entrevista a jornalistas, nesta sexta-feira em Genebra, o porta-voz de Pillay, Rupert Colville, disse que há "sérias falhas no sistema de justiça do Iraque."

Segundo ele, muitas sentenças teriam sido decididas com base em confissões obtidas sob tortura e maus tratos, um Judiciário fraco e julgamentos que não utilizam os padrões internacionais.

Para a ONU, a aplicação da pena de morte sob estas circunstâncias é uma "negação da justiça", uma vez que a punição com a não tem como ser revertida.

Resultado

As Nações Unidas estimam que cerca de 1,4 mil pessoas tenham sido condenadas à pena de morte no Iraque. Somente no ano passado, ocorreram 129 execuções.

Para a alta comissária da ONU, o processo tem que se tornar transparente e respeitar o curso jurídico natural. Pillay encerrou a nota pedindo ao Iraque que suspenda a pena de morte e revise todos os casos, informando o nome dos condenados, as acusações que pesam contra eles, assim como o resultado dos processos.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 23 DE ABRIL DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 23 DE ABRIL DE 2014
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