Banco Mundial: pirataria custa US$ 18 bilhões por ano à economia global

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Relatório do órgão destaca que ações de piratas prejudicam comércio mundial; exportação de peixe de países do leste africano caíram quase 24% nos últimos anos.

Foto: Banco Mundial

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A pirataria na costa da Somália aumenta os custos do comércio mundial em US$ 18 bilhões por ano, ou mais de R$ 35 bilhões. O dado está em relatório do Banco Mundial lançado nesta quinta-feira, em Mogadíscio, capital do país.

Segundo o órgão, a violência causada por ações de piratas gera preocupação pública e um "imposto oculto" nas exportações e importações globais. Desde 2006, países do leste do continente africano enfrentam queda no número de turistas. Os gastos de visitantes crescem num grau 25% mais lento, se comparados a outros países da África Subsaariana.

Peixes

O Banco Mundial afirma que a exportação de peixe dos países afetados pela pirataria caiu quase 24% desde 2006, resultado da queda na produção. Já a pesca do atum no lado ocidental do Oceano Índico é 27% menor.

A Somália também sofre um impacto considerável por causa da pirataria. O levantamento afirma que o país gasta US$ 6 milhões a mais por ano no comércio. O órgão destaca que o total não leva em conta o fato de o governo não poder expandir o comércio marítimo e de pesca, enquanto os piratas estiverem operando nas águas do país.

Vítimas

De acordo com o Banco Mundial, entre 2005 e 2012, mais de 3,7 mil tripulantes de 125 nacionalidades foram capturados por piratas. Em alguns casos, eles ficaram detidos mais de 1,1 mil dias. Pelo menos 97 pessoas morreram durante os ataques, na detenção ou durante operações de resgate.

O relatório destaca que os piratas conseguem apoio de terceiros para ancorar navios sequestrados. O Banco Mundial acredita que os chefes da pirataria dividem entre 70% e 86% do que ganham com funcionários públicos, comerciantes, milícias, líderes religiosos ou comunitários. Em alguns casos, esse valor chega a US$ 300 mil.

Sugestões

O órgão sugere uma solução sustentável para o fim da pirataria, que deve levar em conta a redução da pobreza na Somália. O Banco Mundial destaca ser preciso reconhecer a complexidade das políticas locais e sugere o fim do acesso seguro à pontos de ancoragem de navios ou aumento do preço para o acesso costeiro.

Melhorar os serviços básicos para comunidades que vivem em áreas próximas à ação de piratas também poderia contribuir para a queda do sequestro de navios.

 

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 23 DE JULHO DE 2014
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