Assembleia Geral quer maior integração dos países-membros

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Objetivo é que haja maior participação de instituições econômicas e financeiras globais; presidente da AG disse que órgão oferece uma plataforma de reflexão e de troca de informações

Durão Barroso e Ban Ki-moon. Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O presidente da Assembleia Geral defendeu que o órgão se torne um espaço para a maior interação entre várias instituições, incluindo, financeiras e de comércio.

Vuk Jeremic defendeu ainda a integração das 20 nações mais industrializadas do mundo, tendo destacado que deve ser com a participação do "G20,  e não apenas de vinte Estados-membros."

Debate

O representante discursava, esta segunda-feira, em Nova Iorque, na abertura do debate "Nações Unidas e a Governança Econômica Global."

Jeremic disse que a Assembleia Geral fornece uma plataforma de reflexão sobre preocupações comuns, bem como a troca de informações. Ele lembrou que sua operação é a única baseada no princípio da igualdade soberana, em que é dada voz a cada país do mundo, por igual.

Rio de Janeiro

Ele lembrou que na Cimeira Mundial sobre o Clima, em Junho passado, no Rio de Janeiro, líderes mundiais encarregaram a Assembléia Geral de definir as metas de desenvolvimento sustentável. Segundo acrescentou, o órgão foi incumbido de propor opções para financiá-las e estabelecer um acordo intergovernamental viável para monitorar a sua implementação.

Falando à Rádio ONU, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, que participa do evento, reconheceu o papel da organização mas pediu mecanismos de justiça para deter a fraude e a evasão fiscal.

Representatividade

"O G20 é muito importante porque permite uma discussão mais focada mas, obviamente, nada pode em termos de representatividade substituir as Nações Unidas. É por isso, também, que estou aqui como participante em nome da União Europeia como parte do grupo a dar conta do que fazemos e a debater o assunto com representantes de toda a comunidade internacional."

No seu pronunciamento, Jeremic disse que a proposta sobre o papel da Assembleia Geral não deve infringir qualquer prerrogativa estabelecida.

Esforços Multilaterais

Para ele, o órgão deve complementar os esforços multilaterais para estabelecer um “sistema mais inclusivo e participativo da governança econômica global", conforme um relatório recente do Secretário-Geral.

Sobre a agenda de desenvolvimento pós-2015, Jeremic pediu esforços renovados para garantir que as atividades dos principais agentes econômicos internacionais sejam reforçadas mutuamente e completem as que ainda estão em andamento.

*Apresentação: Edgard Júnior.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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