Ásia deve liderar recuperação econômica global, afirma FMI

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Consumo e investimentos privados vão ajudar continente a crescer 5,7% este ano; demanda chinesa e estímulo do mercado japonês também influenciam estimativa do Fundo Monetário Internacional.

Trabalhadores na China. Foto: Banco Mundial

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A Ásia deve crescer 5,7% este ano, liderando a recuperação da economia global, aponta um relatório lançado nesta segunda-feira, em Cingapura, pelo Fundo Monetário Internacional.

O FMI indica que o crescimento será influenciado pela forte demanda doméstica. O consumo e os investimentos privados terão o suporte de condições favoráveis do mercado de trabalho, com o desemprego em baixa em várias economias.

Demandas

O relatório ressalta ainda que as condições financeiras na Ásia serão beneficiadas por políticas monetárias fáceis, rápido crescimento do crédito, em especial na China, e recuperação do fluxo de capitais.

A demanda chinesa e o estímulo japonês também devem impulsionar a economia da região. Segundo o FMI, demandas diretas e indiretas dos dois países são tão importantes quanto a demanda dos Estados Unidos e da Europa.

Riscos

No caso das economias do sudeste asiático, como Indonésia, Filipinas e Tailândia, o aumento da integração no comércio de bens de consumo deve contribuir para o quadro.

O Fundo Monetário Internacional cita ainda riscos que poderiam atrapalhar a previsão, como uma inesperada desaceleração da China; efeito mais fraco do que o esperado no estímulo do Japão e ruptura no comércio por conta de desastres naturais ou de tensões geopolíticas.

Sugestões

O relatório foca em dois importantes desafios para a Ásia e o Pacífico: fazer o crescimento mais inclusivo e no caso dos países emergentes, evitar a "armadilha da renda média". O FMI explica que o fenômeno ocorre quando as economias correm risco de estagnar ao atingir um nível de renda média e não conseguem subir para o ranking das economias avançadas.

O FMI sugere também reforço do quadro fiscal e implementação de reformas estruturais, além de uma "agenda política ambiciosa", com balanço econômico, maior investimento em infraestruturas, reformas nos mercados de bens e de trabalho e enfrentar o desafio da rápida mudança demográfica.

 

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE NOVEMBRO DE 2014
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