Acnur vai avaliar o perfil dos refugiados que vivem no Brasil

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Levantamento será feito em parceria com o Ipea e o Comitê Nacional para Refugiados; segundo o governo, país abriga 4,7 mil civis de 70 países.

Refugiados sírios em São Paulo. Foto: Acnur

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, vai realizar um estudo sócio-demográfico sobre o perfil dos refugiados que vivem no Brasil. O levantamento será feito em parceria com o Comitê Nacional para os Refugiados, Conare, e o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, Ipea.

Serão avaliadas também as condições de vida dos civis que solicitaram refúgio no país e dos apátridas, que são pessoas sem nacionalidade oficialmente definida.

Integração Social

Segundo o Acnur, a meta é ajudar o governo brasileiro a construir políticas públicas em prol desses grupos. São 4,7 mil refugiados que vivem no Brasil, originários de 70 países.

A agência da ONU quer saber quais as vulnerabilidades e necessidades, de acordo com gênero, raça, idade e diversidade. O estudo terá a duração de 18 meses e deve avaliar programas de integração dessas pessoas na sociedade.

Expectativas

O representante do Acnur no Brasil, Andrés Ramirez, acredita que o levantamento irá trazer maior "clareza sobre a situação dos refugiados em um país tão grande e diverso".

Já o presidente do Conare, Paulo Abrão, destaca ser preciso "direcionar um conjunto de novas ações" e a identificação das reais demandas dos refugiados irá ajudar o governo neste sentido.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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