Relator da ONU quer que Indonésia suspenda execuções

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Christof Heyns disse que país asiático deve restringir aplicação da pena capital após morte de homem acusado de crimes relacionados ao uso ou tráfico de drogas.

Christof Heyns Foto: ONU/Paulo Filgueiras

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um relator independente de direitos humanos pediu ao governo da Indonésia que restrinja a pena de morte no país.

Em comunicado, Christof Heyns condenou a execução de um homem acusado de crimes relacionadas ao uso ou tráfico de drogas.

Corredor da Morte

Adami Wilson foi executado apesar dos apelos de defensores dos direitos humanos e organizações civis para que a sentença fosse suspensa.

De acordo com relatos recebidos pela ONU, Wilson foi morto por um pelotão de fuzilamento no último dia 14, em Jacarta. Foi a primeira execução na Indonésia desde novembro de 2008.

O procurador-geral do país anunciou que outros 20 prisioneiros condenados à pena de morte serão executados até o fim do ano.

O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU acredita que cerca de 130 pessoas estão no chamado corredor da morte na Indonésia, e mais da metade dessas condenações está relacionada a crimes ligados às drogas.

Intenção de Matar

Heyns afirmou que a prática é inaceitável. E lembrou que de acordo com a lei internacional, a pena capital é "considerada uma forma extrema de punição, que quando usada, deve ser somente aplicada aos mais sérios crimes, como por exemplo homicídio doloso, o que tem intenção de matar, e somente após um julgamento justo."

O relator encerrou o comunicado dizendo que espera que o debate nacional na Indonésia sobre a pena de morte leve o governo a considerar uma moratória das execuções.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 18 DE DEZEMBRO DE 2014
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