No Sul da África mais de 6 milhões enfrentam escassez de alimentos

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Angola, Zimbábue, Lesoto e Malauí são os países afetados; vítimas correm risco de má nutrição e de contrair doenças; alerta partiu da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

 

Cheias e secas são as maiores causa da crise

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.   

Angola é um dos países do sul da África, onde grande parte da população está atravessando uma severa escassez de alimentos. O alerta foi feito, nesta segunda-feira, pelas organizações Cruz Vermelha e Crescente Vermelho.

Segundo as agências, além de Angola, o problema afeta Zimbábue, Lesoto e Malauí com um total de mais de 6 milhões de pessoas. Existe ainda o risco delas contraírem doenças como a má nutrição.

Mídia Global

Em comunicado, a Cruz Vermelha afirmou que o tema não está sendo mostrado pela mídia global. As causas da crise seriam os ciclos constantes de seca e cheias no sul da África.

Mais de 1,8 milhão de pessoas em Angola, por exemplo, estão sendo afetadas pela escassez.  Já no Malauí, o número de pessoas sob risco é de 2 milhões, 400 mil a mais que nas áreas rurais do Zimbábue.

As taxas de má nutrição infantil, na região, também estão subindo. Em alguns locais, o aumento é de até 50% se comparado aos níveis do ano passado.

Pecuária

Nos quatro países, já foram lançados apelos de emergência, mas a resposta especialmente para Zimbábue, Lesoto e Angola continua baixa.

O representante regional para o Sul da África, Alexander Matheou, disse que a região está passando por uma crise crônica com um ciclo de chuvas que destroem plantações inteiras, além da pecuária e da estrutura de água potável.

Doenças como malária, diarreia e cólera são comuns devido às precárias condições.  Para a Cruz Vermelha, governos, empresas e agências humanitárias precisam coordenar o gerenciamento da crise em grande escala.

Aids

O Sul da África é a parte do continente com o maior número de contaminação com o vírus HIV. Em 2009, 34% dos soropositivos viviam em 10 países da região.

Lesoto, Malauí e Zimbábue, por exemplo, têm uma prevalência maior que 10%. De acordo com a Cruz Vermelha, a falta de alimentos pode, seriamente, minar os esforços para conter o HIV. De acordo com especialistas, quando tomados com estômago vazio, os antiretrovirais produzem mal estar e sensações de vômito.

Para evitar o problema, muitos deixam de tomar o coquetel em caso de estarem passando fome.

Um outro problema, de acordo com a Cruz Vermelha, é o aumento de meninas e mulheres na prostiuição. Muitas também aceitaram trabalhar em casa de famílias para comprar alimentos, e acabaram forçadas a trabalho escravo ou prostituição.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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