No Dia Internacional da Mulher, ONU faz novo apelo pelo fim da violência

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Secretário-Geral relembra "atrocidades" contra mulheres ocorridas no último ano; já a chefe da ONU Mulheres sente-se "ultrajada" com altos índices de discriminação, violência e exclusão feminina.

Ban Ki-moon Foto: ONU/Rick Bajornas

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Em mensagem para marcar o Dia Internacional da Mulher, esta sexta-feira, o Secretário-Geral da ONU citou um "ano de crimes chocantes de violência contra mulheres e meninas".

Ban Ki-moon fez referência à jovem que morreu na Índia após ser violada por um bando de homens, e a "adolescentes que levaram tiros porque buscavam ter acesso à educação".

Renovação

Para Ban, "essas atrocidades foram parte de um problema muito maior, que permeia todas as sociedades". O Secretário-Geral destacou que a ONU "renova seu compromisso em combater essa ameaça" em todos os locais: casas, escritórios, zonas de guerra e países pacíficos.

Ban Ki-moon afirmou às vítimas de violência "que as Nações Unidas estão com elas". Já a diretora-geral da ONU Mulheres, pediu à comunidade internacional que garanta o direito às mulheres de viverem livres da violência.

Questão Pública

A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares e da Igualdade em Portugal, Teresa Morais, afirmou à Rádio ONU, em Nova Iorque, que a violência doméstica é uma questão pública.

"Há ainda muito quem entenda que esta é uma questão privada. Que o Estado e as políticas públicas não se devem imiscuir na vida familiar, embora isso em Portugal, seja já uma mentalidade cada vez mais residual, até porque o crime de violência doméstica está tipificado no Código Penal enquanto tal. Alguns particulares ainda não perceberam que é a violência doméstica é uma questão pública. É uma questão de direitos humanos, é uma questão neste caso de defesa dos direitos das mulheres, e portanto não se coloca na esfera privada".

Leis

Já a chefe da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, lembrou que no mundo, sete em cada 10 mulheres são vítimas de vários tipos de atos violentos. Ela fez um apelo aos governos para que acelerem progressos e ações políticas concretas que ponham um fim na violência de género.

Apesar de "ver sinais de mudança", Bachelet sente-se "ultrajada" porque meninas e mulheres sofrem altos índices de discriminação, violência e exclusão. Segundo a chefe da ONU Mulheres, 160 países têm leis que tratam a violência de género.

Serra Leoa

Para apoiar a autonomia de mulheres da Serra Leoa, uma delegação de alto nível da Nações Unidas chegou ao país esta semana e participa nesta sexta-feira de uma conferência sobre o Dia Internacional da Mulher.

A equipa é integrada pelo diretor da Organização da ONU para o Desenvolvimento Industrial, Unido, Kandeh Yumlella, do diretor-executivo do Onusida, Michel Sidibé e pela jurista britânica, Cherie Blair, chefe da Fundação para Mulheres que leva o seu nome.

*Apresentação: Denise Costa.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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