Nações Unidas comemoram o primeiro Dia Internacional da Felicidade

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Secretário-Geral lembra que no mundo todo, pessoas aspiram ser felizes e viver uma vida sem medo; psicólogo defende autoconhecimento como essencial para a conquista da felicidade.

Foto: Banco Mundial

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Esta quarta-feira é o primeiro Dia Internacional da Felicidade. A data, 20 de março, foi definida em resolução da Assembleia Geral aprovada no ano passado, reconhecendo a relevância da felicidade e do bem-estar como objetivos universais.

Em uma mensagem sobre o dia, o Secretário-Geral da ONU destacou que a "busca pela felicidade é elemento essencial do esforço humano". Ban Ki-moon lembrou que em todo o mundo, as pessoas aspiram viver uma vida feliz e plena, livre de medos e em harmonia com a natureza.

Conhecimento

O mestre em Psicologia pela Universidade de São Paulo e autor de uma pesquisa sobre a felicidade concorda: todos buscam esse estado de espírito.

Em entrevista à Rádio ONU, da capital paulista, Luciano Espósito Sewaybricker explica que não existe um segredo para a felicidade, mas é preciso se conhecer muito bem.

"Cabe a cada um descobrir a forma ideal de viver e que faz sentido para si. Eu acredito que o autoconhecimento é fundamental e é ele que vai garantir que a felicidade não seja tão banalizada, no sentido dos outros poderem dizer o que é felicidade para você. Porque aí chega no ponto de você comprar a felicidade em pacotes prontos e pré-programados. Entendo que a felicidade depende dessa introspecção, desse autoconhecimento, mas ao mesmo tempo, de você estar aberto para se relacionar com outras pessoas."

Conceitos

O psicólogo Luciano Sewaybricker avalia que o conceito mudou ao longo do tempo.

"Atualmente, ser feliz virou um peso. A gente 'tem' que ser feliz. E quanto mais as pessoas querem ter a felicidade, mais elas vão se sujeitando a uma felicidade simplista. E esse movimento é potencializado diante do contexto em que a gente vive, de uma sociedade que se organiza em torno do consumo."

Compaixão

O bem-estar material é também citado pelo Secretário-Geral da ONU. Ban Ki-moon notou ser uma meta "difícil de ser alcançada pelas pessoas que vivem na pobreza extrema" e por aqueles que enfrentam as ameaças das crises socioeconômicas.

Ban defendeu maior compromisso ao desenvolvimento humano inclusivo e sustentável. Para o Secretário-Geral, quando "contribuímos para o bem-estar comum, ficamos enriquecidos" e a "compaixão promove a felicidade e irá ajudar na construção do futuro que queremos".

A Rádio ONU está perguntando no Facebook: "O que te faz feliz?". Entre os ideais de felicidade citados pelos ouvintes estão família, saúde, bons amigos, esperança e a própria vida.

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 25 DE JULHO DE 2014
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