Comissão de Inquérito sobre a Síria ganha mais um ano

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Conselho de Direitos Humanos aprovou renovação do mandato nesta sexta-feira; equipe vai investigar situação no país por mais um ano.

Conselho de Direitos Humanos

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O Conselho de Direitos Humanos renovou, por mais um ano, o mandato da Comissão de Inquérito sobre a Síria. A votação, realizada em Genebra, nesta sexta-feira, foi aprovada com 41 votos a favor, um contra e cinco abstenções.

Angola e Brasil, os dois países lusófonos que integram o órgão, votaram a favor da decisão. O voto contra foi da Venezuela, enquanto Filipinas, Índia, Cazaquistão, Equador e Uganda se abstiveram.

Paz e Justiça

Em declarações ao Conselho de Direitos Humanos, a embaixadora brasileira junto à ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, lembrou que não se deve esquecer o objetivo de pôr um fim ao sofrimento das vítimas.

A diplomata ressaltou que a comunidade internacional precisa reconciliar os imperativos da paz e da justiça, para acabar com a violência e salvar vidas na Síria.

A Comissão de Inquérito tem o mandato de investigar todas as supostas violações do direito humanitário internacional ocorridas desde o início do conflito, em março de 2011.

Violações

O Conselho pediu que o grupo continue o seu trabalho e relate a situação dos direitos humanos no país no Oriente Médio, durante os debates que são realizados no órgão da ONU.

Foi recomendado ainda que o grupo de especialistas continue fazendo um mapeamento das graves violações na Síria. O Conselho também pediu ao Secretário-Geral que conceda os recursos necessários para que a Comissão de Inquérito faça o cumprimento integral do mandato.

Mortes

A ONU estima que mais de 70 mil pessoas já morreram na Síria nos últimos dois anos e 1,1 milhão abandonaram o país por conta dos confrontos entre forças do governo e da oposição.

Durante a sessão em Genebra, o representante da Síria disse que a resolução negava a responsabilidade de proteger e era um "abuso" de autoridade do Conselho.

Já a alta comissária para os Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse que o escritório dela está pronto para ajudar nas investigações sobre o possível uso de armas químicas na Síria, caso seja feita a solicitação.

Em nota, Pillay afirma que caso tenham sido usadas armas químicas na Síria, o ato pode ser descrito como "abominável e sórdido".

*Apresentação:  Leda Letra.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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