Força da ONU no Haiti pode ser reduzida em 30% até as eleições de 2015

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Segundo relatório do Secretário-Geral, Minustah deverá adotar uma postura de segurança mais "focada e seletiva"; Conselho de Segurança avaliou o documento nesta quarta-feira.

Integrante da Minustah com família haitiana

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Conselho de Segurança debateu nesta quarta-feira um relatório do Secretário-Geral da ONU sobre o Haiti. O documento analisa a situação da ilha caribenha entre 31 de agosto do ano passado até 12 de março.

O relatório de Ban Ki-moon conclui ser possível reduzir em 30% a força uniformizada da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, Minustah, até as eleições presidenciais de 2015.

Brasil

Mas para isso, será preciso que o treinamento da polícia nacional ocorra como previsto e que haja melhora da segurança e da habilidade do Estado em organizar a logística das eleições.

Na reunião do Conselho de Segurança, a embaixadora brasileira da ONU disse que o país concorda com a transferência progressiva das funções da Minustah às autoridades do Haiti.

Falando em inglês, Maria Luiza Ribeiro Viotti afirmou que o "Brasil valoriza um plano que tenha em foco as condições para uma transição sustentável da presença da ONU no Haiti e que esteja em linha com a situação de segurança" na ilha caribenha.

Apoio à Polícia

Segundo o relatório de Ban, como resultado da redução de pessoal, a Minustah deverá adotar uma postura mais seletiva e focada, em apoio às atividades operacionais da polícia nacional.

Em entrevista à Rádio ONU, no mês passado, o comandante da missão, General Fernando Goulart, ressaltou que o papel da Minustah continuará sendo crucial nos próximos anos.

"Mas, como em todo país, é preciso que a polícia esteja atuante para manter a ordem pública. No Haiti, como sabemos, a polícia ainda está se desenvolvendo. Ela tem atualmente um efetivo de 10 mil homens e deve chegar a pelo menos 15 mil homens para que esteja com uma força correlata à população do Haiti. E nesse processo de desenvolvimento, a Minustah ainda representa um papel muito importante, com seus componentes militar e policial, para apoiar a polícia e manter a situação de segurança sob controle."

Violência e Desastres

O documento de Ban Ki-moon também destaca desafios enfrentados pelo Haiti no segundo semestre de 2012, como a passagem do furacão Sandy, o alto custo de vida e a insegurança alimentar.

De acordo com o relatório, houve aumento de 13% nos homicídios, a maioria em áreas metropolitanas de Porto Príncipe. O número mensal de sequestros e estupros também foi maior, na comparação com os dados de 2011.

Três anos após o terremoto que destruiu a ilha, 347 mil pessoas ainda vivem em campos para deslocados internos. Mas desde o desastre natural, mais de 1 milhão de pessoas deixaram de viver nesses locais, graças a programas do governo com o apoio das Nações Unidas.

Sobre a epidemia de cólera, dados do Ministério da Saúde Publica do Haiti afirmam que o índice de infecção caiu de 25 mil por semana em 2010 para 2 mil casos no fim do ano passado. A média de mortes pela doença continua a 1,2%. As Nações Unidas investiram US$ 118 milhões em tratamento e prevenção.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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