Entrevista: Mónica Ferro

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Deputada da Assembleia da República em Portugal fala à Rádio ONU sobre sua participação na 57a. sessão do Comitê do Estatuto das Mulheres, que está sendo realizada em Nova York. Evento reúne ministros de Estado, especialitas, representantes da sociedade civil e agências da ONU para debater formas de eliminar a discriminação e a violência femininas.

Mónica Ferro (Foto: Grupo Parlamentar PSD)

 

Entre 4 e 15 deste mês, centenas de mulheres de todas as regiões do mundo se reúnem na sede da ONU para a sessão do Comitê do Estatuto da Mulher. Em jogo, estão debates e formulações de ações que levem ao fim da violência de gênero.  Sgeundo a ONU, 7 em cada 10 mulheres sofrerão com o problema em algum ponto da vida.

A abertura do evento contou com a presença do vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, e da chefe da ONU Mulheres e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet.

Países de Língua Portuguesa

A maioria dos países de língua portuguesa enviou ministros ou funcionários de alto escalão para o evento. Além disso, várias parlamentares também estão em Nova York para discutir sistema de cotas, maior participação feminina em áreas de decisão política e outras formas de promover mais autonomia e poder a mulheres.

Uma dessas parlamentares é a ex-professora de Relações Exteriores portuguesa, Mónica Ferro. Em seu primeiro mandato como deputada na Assembleia da República, ela já conseguiu formar uma rede de apoio para uma de suas tarefas no  Fórum Parlamentar, um grupo do qual é coordenadora. Mónica Ferro é também uma das deputadas mais ativas nas redes sociais, ondem mantém um diálogo constante e próximo com eleitores, seguidores e profissionais da mídia.

Antes de iniciar uma série de reuniões nas Nações Unidas sobre o tema da violência à mulher, ela esteve nos estúdios da Rádio ONU para esta conversa.

Diálogo

Nela, a deputada debateu a situação das mulheres em Portugal, onde segundo ela, é preciso haver ainda mais diálogo sobre a mudança de mentalidades.

“A questão da conciliação, a questão da partilha de tarefas, de responsabilidade na criação dos filhos, a par de outras regras que têm a ver e que são o próprio funcionamento do sistema político, dos partidos políticos. As reuniões são à noite, muitas vezes ao fim de semana, quando as mulheres assumem, maioritariamente, as tarefas de cuidar da família, de cuidar dos filhos, da casa… E, portanto, isso faz com que, muitas vezes, seja incompatível as mulheres participarem na vida política, tal como querem.”

Ao citar os resultados do sistema de cotas e dos esforços do governo de Pedro Passos Coelho para atrair mulheres para o gabinete, a parlamentar lembrou que há várias ministras em cargos chave em Portugal, o que é um passo na direção de fazer com que o país tenha uma primeira-ministra ou uma presidente um dia. Mas segundo Mónica Ferro, o país europeu ainda precisa avançar no sentido de absorver mais mulheres em suas empresas no setor privado.

Acesso

Ao falar sobre o tema da reunião na ONU, a deputada lembrou que por uma iniciativa do governo português, mulheres que sejam vítimas de violência doméstica têm agora prioridade para conseguirem emprego nos programas de assistência do país, elas também têm acesso prioritário em iniciativas de concessão de renda para que sejam, mais facilmente, reintegradas à sociedade.

E ao falar sobre sua própria experiência como política, a deputada, que é mãe de duas filhas pequenas, garante que a igualdade de gêneros é praticada em casa, o que lhe permite, com a ajuda do marido e da família, de desempenhar bem seu trabalho no Parlamento.

Acompanhe a conversa com Mônica Villela Grayley.

Duração: 18:26″

 

 

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JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 22 DE OUTUBRO DE 2014
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