Conferência adota medidas para combater declínio de madeira

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Evento trienal sobre vida selvagem também decidiu proteger espécies marinhas da exploração descontida.

Foto: Cites

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes de cerca de 170 governos decidiram aprovar uma série de medidas para proteger espécies da fauna e da flora em todo o mundo.

Durante o encontro da Conferência sobre Vida Selvagem, em Bangcoc, na Tailândia, foram acordadas ainda soluções para combater a exploração descontida de espécies marinhas e de madeira.

Tartarugas Marinhas

O evento trienal é organizado pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvangens sob Risco de Extinção, Cites. O objetivo é assegurar que os produtos florestais e da madeira sejam comercializados de formas legal e sustentável.

Além de centenas de novas espécies de madeira sob controle da Cites, passaram à lista de proteção tartarugas marinhas e uma série de animais e plantas silvestres. A organização também listou cinco espécies de tubarão, e arraias.

Entre os países participantes, o Brasil submeteu uma proposta para listar três espécies de tubarões-martelo. A espécie pode ser encontrada em águas quentes e mares tropicais, o peixe é comercializado por causa de suas barbatanas.

Comércio de Marfim

Ao apresentar a sugestão, o Brasil falou sobre a queda da população deste tipo de tubarão, o que tem sido registrado em várias áreas. A proposta brasileira foi acatada com 91 votos a favor, 39 contra e 9 abstenções.

Ao todo, foram aprovadas 55 propostas na Convenção, entre elas a proteção de abatimento de elefantes e rinocerontes para o comércio de marfim e chifres.
O movimento de instrumentos musicais à base de madeira entre fronteiras também foi tratado no encontro. Ficou decidido que músicos e grupos que viajem com estes instrumentos terão que obedecer alguns regulamentos. Entre a madeira citada está a o jacarandá brasileiro, e outras espécies listadas pela convenção.

Chitas

Os participantes do encontro também pediram a organização de seminários nacionais sobre a situação dos grandes felinos da Ásia. Pela proposta, deverá haver mais cooperação para instaurar inquéritos e processar crimes relacionados à vida selvagem a região.

Por um outro acordo, serão realizados estudos sobre as chitas para determinar a melhor forma de ligar com o mercado ilegal dessas espécies.

Foi decidido ainda que 3 de março será o Dia Mundial da Vida Selvagem. E o próximo encontro do grupo será realizado na África do Sul em 2016.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE NOVEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 21 DE NOVEMBRO DE 2014
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