Ban entrega Prêmio Sérgio Vieira de Mello a bispo do Sudão do Sul
Ouvir /Secretário-Geral discursa em evento que também lembra os 10 anos do atentado terrorista em Bagdá que matou 22 funcionários da ONU incluindo o brasileiro, chefe da Missão, em 19 de agosto de 2003.
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, está em Genebra, na Suíça, para participar da entrega do Prêmio Sérgio Vieira de Mello, nesta sexta-feira.
O vencedor deste ano é o bispo emérito do Sudão do Sul, Paride Taban, por promover o diálogo e a reconciliação entre tribos e facções no país africano. Ele implementou um projeto de convivência harmoniosa no vilarejo da Santa Trindade Pacífica, no estado de Kuron.
Confiança e Harmonia
O Prêmio é concedido pela Fundação Sérgio Vieira de Mello, administrada pela viúva do ex-funcionário da ONU, Annie Vieira de Mello.
Ban também discursará no evento com a aula magna, que antecede à entrega da distinção. O bispo emérito disse que "tem empreendido muitos anos à procura da paz." E afirmou que tem sonhado com uma comunidade, onde pessoas de diferentes etnias e religiões possam viver, lado a lado, em confiança e harmonia.
O Sudão do Sul foi formado em 2011 após um confronto de décadas com o vizinho Sudão.
Cristãos e Muçulmanos
Annie Vieira de Mello falou à Rádio ONU, da França, sobre a importância do
Prêmio, especialmente em 2013, quando faz 10 anos do atentado terrorista de Bagdá, que matou o brasileiro e mais 21 funcionários da ONU.
"A conferência é uma conferência acadêmica, onde as pessoas pensam como se pode imaginar o diálogo para a paz. Já o Prêmio pretende agradecer e ajudar a pessoas que fizeram uma coisa mais concreta (para obter este diálogo para a paz."
Etiópia, Quênia, Uganda
O vencedor do Prêmio Sérgio Vieira de Mello, deste ano, lembrou que nesta pequena comunidade sul-sudanesa, cristãos, islâmicos, católicos e evangélicos vivem em paz.
Ele disse que o impacto desta convivência também pode ser sentido em outros países da região como Etiópia, Quênia e Uganda. Segundo a criadora da Fundação Vieira de Mello, o bispo, de 76 anos, continua sua luta pela paz.
"Ele fez um trabalho muito interessante e continua trabalhando para fazer a paz nesta parte da África."
O júri do Prêmio é composto por altos funcionários de agências da ONU, onde Sérgio Vieira de Mello trabalhou além dos embaixadores da França e do Brasil em Genebra.






