Pillay condena assassinato de ativista político na Tunísia

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Chokri Belaid foi morto a tiros quando saía de casa na manhã desta quarta-feira; ele era defensor dos direitos humanos e oponente da violência política.

Navi Pillay

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos condenou o assassinato do líder do Movimento Patriotas Democráticos e da Frente Popular da Tunísia.

Chokri Belaid foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira, hora local, quando saía de sua casa, na capital, Túnis. A alta comissária Navi Pillay afirmou estar "extremamente triste com a notícia chocante" do assassinato.

Ataques

Para Pillay, o ativista era um "defensor proeminente dos direitos humanos e dos valores democráticos; um oponente firme da violência política, que havia condenado na terça-feira o "sopro contra o processo democrático no país".

A alta comissária ressaltou que o "crime foi cometido em um ambiente onde a violência política é cada vez maior, incluindo ataques contra partidos e o assassinato de outro líder político no sul da Tunísia em outubro".

Justiça

Navi Pillay condenou fortemente os atos, que segundo ela, "ameaçam seriamente a transição democrática num período pós-revolução na Tunísia". Ela pede ao governo e à sociedade civil que se unam à campanha que Belaid fazia contra a violência política.

Pillay também apelou às autoridades que tomem medidas sérias para investigar o assassinato e outros crimes de motivação política, além de proteger pessoas que receberam ameaças e estão em risco.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 20 DE OUTUBRO DE 2014
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