Países africanos debatem posição global para reduzir riscos de desastres

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Nos últimos dois anos, continente enfrentou cheias, secas e incêndios, que geraram prejuízo de US$ 1,3 bilhão; reunião de três dias na Tanzânia discute investimentos para enfrentar mudanças do clima.

Continente enfrenta enchentes e também secas

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Representantes de 40 países da África estão reunidos na capital da Tanzânia, Arusha, discutindo a posição do continente sobre uma nova plataforma para reduzir riscos de desastres.

Até sexta-feira, as nações africanas debatem também as preocupações com os efeitos das mudanças climáticas, como secas, cheias, ondas de calor e incêndios.

Impactos Econômicos

Segundo o Escritório da ONU para Redução do Risco de Desastres, 18 milhões de pessoas foram afetadas por secas no ano passado. Já as enchentes na África Subsaariana atingiram 8,8 milhões.

Nos últimos dois anos, o continente africano foi afetado por 147 desastres naturais, gerando perdas de US$ 1,3 bilhão ou mais de R$ 2,5 bilhões. Na Tanzânia, os representantes africanos debatem os desafios para reverter esse quadro e tentam criar uma posição conjuta sobre uma nova plataforma para reduzir riscos de desastres.

Oportunidades

A experiência da África em implementar o Quadro de Ação Hyogo, o primeiro plano global para diminuir desastres naturais, será amplamente debatida na reunião.

A representante especial do Secretário-Geral para Redução do Risco de Desastres, Margareta Wahlström, ressalta que o crescimento econômico africano está criando oportunidades e novos investimentos.

Segundo ela, o continente tem a maior taxa de urbanização no mundo. Metade da população da África estará vivendo em centros urbanos até 2050.

Moçambique 

Wahlström lembrou sucessos para diminuir desastres naturais de grande impacto, como as cheias recentes em Moçambique e a seca do ano passado no Chifre da África.

A representante da ONU lembrou que eventos extremos do clima alertam sobre a vulnerabilidade  do continente, que tem agora a oportunidade de investir na redução dos riscos e influenciar a conferência mundial sobre o tema, que irá ocorrer em 2015.

O comissária para a Economia Rural e Agricultura, Tumisiime Rhoda Peace, destacou que a União Africana está completando 50 anos e combater os desastres naturais será prioridade do grupo pelas próximas cinco décadas.

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE DEZEMBRO DE 2014
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