Na ONU, Patriota diz que debaterá "saída gradual e progressiva" do Haiti

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Chanceler afirmou que este é um dos temas da reunião, que mantém como Ban Ki-moon, nesta terça-feira, em Nova York; eles também discutirão a agenda do desenvolvimento mundial após a Rio + 20, realizada no ano passado, no Brasil.

Antonio Patriota é ministro das Relações Exteriores do Brasil

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, afirmou que irá discutir com o Secretário-Geral das Nações Unidas a presença do Brasil no Haiti.

Em entrevista à Rádio ONU, nesta terça-feira, Antônio Patriota contou que a "saída gradual e progressiva" das tropas brasileiras da ilha caribenha era um dos temas da reunião com Ban Ki-moon, na sede da organização em Nova York.

Coreia do Norte

"O Haiti que continua a ser palco de uma presença de numerosas tropas brasileiras, mas onde nós temos que começar a pensar também numa saída gradual e progressiva. E no dia de hoje, não posso deixar de falar dos ensaios nucleares na Coreia do Norte. O Ban Ki-moon sendo ex-chanceler da Coreia (do Sul) e coreano. Sem dúvida, terá comentários a fazer sobre o assunto."

O Brasil está liderando o componente militar das forças de paz da ONU no Haiti desde 2004.  Ainda no encontro do ministro Patriota com Ban, estão os progressos da agenda do desenvolvimento sustentável após a Rio + 20.

Diplomacia Preventiva

Patriota falou à Rádio ONU, nesta terça-feira, momentos antes de discursar no debate aberto do Conselho de Segurança sobre proteção de civis em conflito.

Vários ministros das Relações Exteriores participaram da reunião incluindo o chanceler da Coreia do Sul, que preside o Conselho de Segurança neste mês de fevereiro.

Para Patriota, o mundo tem que investir mais em diplomacia preventiva.

Liderança e Coragem

"Você favorecer o desenvolvimento econômico e social de populações em situações de vulnerabilidade ajuda a proteger os civis e a evitar conflitos. Você

Antônio Patriota Foto: Paulo Filgueiras/Itamaraty

desarmar, trabalhar pela não-proliferação e pelo controle do comércio de armas ajuda a proteger os civis. Você enfrentar temas que deveriam estar no topo da agenda do Conselho de Segurança, e que no entanto, a comunidade internacional não enfrenta com a liderança e a coragem que deveria, como a situação de Israel – Palestina também estará ajudando a proteger os civis."

O ministro brasileiro do Exterior comentou ainda os impasses no Conselho de Segurança, e falou sobre a situação atual na Síria.

Correspondentes Estrangeiros

"Se o Conselho não for reformado e refletir melhor a configuração de poder contemporânea, outras maneiras de atuar vão começar a surgir. Algumas delas que podem representar até uma ameaça ao bom funcionamento do sistema."

Logo após discursar no Conselho de Segurança, Antônio Patriota concedeu entrevistas a correspondentes estrangeiros na sede da ONU em inglês, e terminou sua passagem pelo órgão com uma breve entrevista a profissionais da mídia brasileira.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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