Hepatite E mata 111 refugiados no Sudão do Sul

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Surto já afeta mais de 6 mil pessoas, maioria dos infectados é do estado do Nilo Azul, que carece de água e saneamento; construção de mil latrinas é uma das medidas para prevenir mais casos.

Higiene e saneamento para refugiados. (Foto: Acnur)

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, informou que um surto de hepatite E matou 111 refugiados no Sudão do Sul.

A doença, que está se espalhando, rapidamente, em acampamentos do país, já contaminou 6 mil pessoas desde julho passado.

Fronteira

No início deste mês, a Organização Mundial da Saúde, OMS, fez um alerta sobre a situação dos refugiados no jovem país africano. A hepatite E é endêmica na área que faz fronteira com o Sudão.

De acordo com a ONU, a maioria dos refugiados contaminados é do estado do Nilo Azul, que sofre com a falta de água potável e saneamento básico.

Uma das medidas de prevenção, tomadas nos campos afetados pelo surto de hepatite E, foi a construção de mais de 1 mil latrinas. Os agentes humanitários também estão incentivando os refugiados a lavarem as mãos com sabão, especialmente após usarem o banheiro.

Fígado

O governo sul-sudanês também está contando com a ajuda da OMS para fiscalizar depósitos de água, aplicação de cloro e campanhas intensivas de higiene pessoal em escolas, casas e mercados livres.

A hepatite E ataca o fígado, e o vírus é transmitido, principalmente, por água e alimentos contaminados.

*Com informações do Acnur, em Juba, Sudão do Sul.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE SETEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE SETEMBRO DE 2014
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