Ban reage ao desfecho de caso envolvendo somali alegadamente estuprada

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A ré e o jornalista que fez a cobertura do assunto foram condenados a um ano de prisão; Secretário-Geral pede respeito pelos direitos humanos e processo justo.

Ban Ki-moon

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral das Nações Unidas disse estar "profundamente desapontado" com as sentenças proferidas, esta terça-feira, contra uma mulher alegadamente estuprada e um jornalista na capital somali.

Os réus foram condenados a um ano de prisão, em Mogadíscio. A ré responsabilizou  homens armados com uniformes do governo pelo ato ocorrido no mês passado. Por ter coberto o assunto, o jornalista Abdiaziz Abdinur Ibrahim foi acusado de ofender a honra de uma instituição do Estado com base em relatos falsos.

Respeito

Em comunicado, Ban Ki-moon considera essencial que sejam respeitados os direitos, tanto da suposta vítima como do jornalista, a um processo judicial justo e transparente além do direito ao recurso.

O chefe da ONU lembrou que as Nações Unidas têm repetidamente manifestado alarme em torno de relatos de violência sexual, generalizada, em acampamentos de deslocados situados ao redor da capital somali.

Estigmatização

Ban disse ser necessária "coragem extraordinária" para que os sobreviventes exponham a questão, que considerou  "crimes que não são notificados devido aos riscos para as vítimas, testemunhas, familiares", além da estigmatização.

O Secretário-Geral elogiou o empenho das autoridades somalis na "defesa dos direitos humanos e do Estado de Direito no país, que sai de um longo e difícil período de instabilidade."

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 16 DE SETEMBRO DE 2014
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