ONU condena ataque na fronteira Síria-Turquia que matou pelo menos 14

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Em nota, Secretário-Geral pediu a todos os lados que não usem da violência; no atentado morreram cidadãos dos dois países.

 
Ban Ki-moon

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

As Nações Unidas condenaram o atentado na fronteira da Síria com a Turquia. Pelo menos 14 pessoas morreram e 28 ficaram feridas no ataque, ocorrido na segunda-feira.

Em nota, o Secretário-Geral pediu a todas as partes que não usem da violência.

Segurança

De acordo com a mídia local, uma van teria sido bombardeada na chamada zona tampão entre a Turquia e a Síria. Ban disse que "enquanto o derramamento de sangue continua na Síria, as ameaças à paz e à segurança estão aumentando para toda a região."

Ban reiterou o que chamou de "profunda preocupação" com o alastramento da crise síria em países vizinhos. Ele voltou a pedir moderação e esforços para uma solução política.

O Secretário-Geral lembrou que o uso da violência contra civis é inaceitável. Ele enviou os pêsames às famílias das vítimas e melhoras para os que ficaram feridos no ataque. O bombardeio matou cidadãos sírios e turcos.

Dias e Horas

De acordo com a alta comissária de direitos humanos da ONU, o número de mortos no conflito sírio já deve chegar a 70 mil.

Em discurso no Conselho sobre Relações Exteriores, nesta segunda-feira, Ban disse que a Síria está "se destruindo". E afirmou, que após dois anos, o mundo não está contando mais os dias em horas, mas em quantos corpos surgem do conflito, em muitos casos até 300 mortos por dia.

A violência política, que começou em março de 2011, obrigou mais de 2 milhões a fugir de suas casas. O cálculo de agências internacionais é que 4 milhões de sírios estejam precisando de ajuda humanitária.

Imperativo Moral

Nesta quarta-feira, o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, enviou um segundo comboio de auxílio ao noroeste da Síria. Ao todo foram sete caminhões carregados com mil tendas e 15 mil cobertores para a área de Bab al-Hawa, perto da fronteira turco-síria.

O chefe do Acnur, e ex-primeiro ministro de Portugal, António Guterres, disse que "apesar de a operação trazer riscos para os agentes humanitários, o imperativo moral para ajuda é bastante claro."

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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