Violência no Mali leva 30 mil a fugirem de suas casas em apenas quatro dias

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Segundo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, nove em cada 10 são mulheres e crianças; êxodo começou após os bombardeios de forças francesas ao país do noroeste da África.

Foto: Acnur

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

Os combates entre tropas do governo e rebeldes islâmicos no Mali causaram a fuga de mais de 30 mil pessoas, desde a última sexta-feira.

De acordo com as Nações Unidas, o êxodo começou após os bombardeios de militares franceses a posições rebeldes no país.

Extremistas

Nesta segunda-feira, a França obteve o apoio de países-membros do Conselho de Segurança para continuar com as operações no Mali.

Desde um golpe militar em março, o Mali, no noroeste da África, vive um conflito entre extremistas islâmicos, associados ao movimento Al-Qaeda, forças do governo e grupos rebeldes armados.

A violência tem causado a fuga de cerca de 228 mil malineses para países vizinhos como o Níger, a Mauritânia e Burkina Fasso.

Saneamento

O porta-voz do Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, disse que o grande número de deslocados está pressionando ainda mais as condições de saneamento básico na região.

Adrian Edwards afirmou, em Genebra, que 90% dos  deslocados são mulheres e crianças com dificuldades de moradia, saúde e segurança alimentar.

Segundo agências de notícias, tropas africanas devem seguir para o Mali, já nos próximos dias, para impedir o avanço dos rebeldes. Na segunda-feira, eles haviam tomado a cidade de Diabali, a 400 km da capital, Bamaco, apesar da ofensiva francesa para contê-los.

Ajuda Humanitária

De acordo com a ONU, 4,2 milhões de malineses precisam de ajuda humanitária. O número inclui cerca de 2 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar e centenas de milhares de crianças desnutridas.

Já o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, alertou para o alto risco de separação de crianças das suas famílias, e o perigo de violência sexual e recrutamento de crianças-soldado.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, acredita que, somente neste ano, mais de 400 mil malineses das regiões de Tombouctou, Gao e Kidal.

Nesta segunda-feira, o Secretário-Geral da ONU emitiu uma nota elogiando as ações para conter os rebeldes e a violência no Mali.  O norte do país é controlado por rebeldes tuaregue. Segundo Ban, a ofensiva dos rebeldes deve ser contida, enquanto se tenta restabelecer a ordem constitucional e a integridade territorial do país.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 25 DE JULHO DE 2014
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