Universitários do Brasil participam de curso da ONU sobre direitos humanos

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Organizado pelo Unic Rio e UFRJ, programa "Universitários pela Paz" está na quinta edição; 50 alunos aprendem sobre questões internacionais contemporâneas.

Fernanda dos Anjos. Foto: Unic Rio/Julia Dias

Damaris Giuliana, do Rio de Janeiro para a Rádio ONU.* 

A quinta edição do programa "Universitários Pela Paz – A ONU e as Questões Internacionais Contemporâneas" começou nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro.

O curso é organizado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, Unic Rio e o Laboratório de Direitos Humanos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ.

O objetivo do programa é preparar voluntários para a ONU, durante duas semanas de curso, que ocorre no Palácio Itamaraty, na cidade do Rio. Neste ano, participam 50 alunos de graduação e pós-graduação de diversas instituições e eles debatem o tema "Direitos Humanos e Crimes Internacionais".

Diálogo

Uma das coordenadoras da iniciativa, a professora Vanessa Batista Berner, ressalta que o curso é uma oportunidade única para os estudantes.

"No Laboratório, nós desenvolvemos as pesquisas sobre essas questões que colocamos no curso. Por outro lado, a parceria com as Nações Unidas é extremamente relevante porque nos autoriza a manter este diálogo entre a universidade, as Nações Unidas e a sociedade civil. Então, há de ambas as partes um fluxo de informações e conhecimentos que só é possível através desta abertura que nos é dada para poder falar aqui dentro do Unic Rio."

Tráfico Humano

O tema da palestra de abertura do curso foi o tráfico de seres humanos, que muitas vezes acontece pelo engano, sequestro ou abuso de pessoas vulneráveis.

O Brasil aparece como origem, destino e rota de vítimas desses crimes. Em todo o mundo, mulheres, crianças e adolescentes estão entre as principais vítimas de tráfico humano e são usadas para a exploração sexual. Homens e mulheres também são alvos e obrigados em vários casos, ao trabalho escravo.

De acordo com o Ministério da Justiça do Brasil, bailarinas, jogadores de futebol e modelos aparecem em número significativo entre os profissionais traficados e explorados no exterior.

Denúncia

A diretora do departamento de Justiça do Ministério, Fernanda dos Anjos, afirma não ser fácil escapar dos exploradores.

"Situações de ameaça, às vezes física, às vezes até mesmo violência psicológica, são formas de exercício de poder sobre essas pessoas e nem sempre é simples conseguir fugir. Mas o importante é que, se a pessoa estiver no Brasil, procure as autoridades brasileiras. Se for um estrangeiro que estiver sendo vítima desse crime no Brasil, independentemente da sua condição migratória, procure as autoridades brasileiras e, se conseguir fugir, que chegue a uma autoridade, denuncie o caso para ser acolhido por uma rede de proteção e atenção."

A recomendação para brasileiros no exterior é que busquem sempre o apoio das embaixadas ou consulados. Denúncias no Brasil podem ser feitas pelo Disque 100 ou Disque 180.

*Reportagem: Unic Rio.

*Apresentação: Leda Letra.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 01 DE AGOSTO DE 2014
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