Unesco condena mais uma morte de jornalista na Síria

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O repórter de televisão Suhail Mahmoud Al-Ali perdeu a vida na sexta-feira, em Alepo; só em 2012, 41 profissionais da impressa morreram no país.

Diretora-Geral da Unesco, Irina Bokova

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A chefe da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, expressou nesta quarta-feira grande preocupação com as constantes mortes de jornalistas na Síria.

Irina Bokova condenou a morte do repórter de televisão Suhail Mahmoud Al-Ali. Segundo a ONG Repórteres sem Fronteiras, ele perdeu a vida, na última sexta-feira, enquanto cobria conflitos na cidade de Alepo.

Balanço

A diretora-geral da Unesco lembrou que mais jornalistas foram mortos na Síria em 2012 do que em qualquer outro lugar do mundo. Foram 41 profissionais da imprensa que morreram no país  no ano passado.

Bokova afirmou estar "horrorizada" com a situação e pediu a todos que "reconheçam a função dos repórteres, a de continuar informando o público mesmo no meio de confrontos".

Ela pediu respeito aos jornalistas e que os envolvidos no conflito sírio permitam aos profissionais que se beneficiem do direito básico à liberdade de expressão, previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Segundo levantamento da ONU, mais de 60 mil pessoas foram mortas na Síria, desde o início dos protestos contra o governo do presidente Bashar al-Assad, há quase dois anos. A maioria das vítimas são civis.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE MAIO DE 2013
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