Tráfico de refugiados eritreus no Sudão preocupa o Acnur

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Agência indica que, em dois anos o número de casos subiu de 51 para 551; alvo principal os cidadãos da Eritreia residentes no leste.

Foto: Acnur/K. Ringuette

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, disse que o aumento do número de raptos de refugiados no leste do Sudão é provavelmente uma das piores formas de tráfico de seres humanos na região.

A agência indica ter havido uma subida considerável de casos ao longo dos últimos dois anos de 51, em 2011, para 551 no ano passado. De acordo com o Acnur, muitos desaparecimentos ainda não foram declarados.

Eritreus

As suspeitas recaem sobre tribos fronteiriças que teriam como alvo principal cidadãos da Eritreia.

As vítimas são mantidas como reféns para serem traficadas para casamento ou trabalho forçado, exploração sexual ou extração de órgãos, aponta o Acnur.

A agência refere que os sequestrados são submetidos a formas extremas de tortura. De acordo com os relatos, com o uso de um telefone, familiares próximos das vítimas são expostos a gritos e obrigados a pagar até milhares de dólares.

Os montantes chegam a ser "superiores que as economias individuais e, muitas vezes, às de aldeias inteiras."

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE AGOSTO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE AGOSTO DE 2014
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