Síria e Mali entre as prioridades do ano para as Nações Unidas

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Secretário-Geral discursou nesta terça-feira aos países-membros da organização; Ban confirma conferência humanitária para a próxima semana.

Ban Ki-moon (centro)

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.  

As prioridades das Nações Unidas para 2013 foram anunciadas nesta terça-feira pelo Secretário-Geral, durante discurso perante os 193 países- membros da organização.

Na Assembleia Geral, Ban Ki-moon disse que o momento é de "tumulto e incerteza". Ele citou os conflitos armados que ocorrem na África e no Oriente Médio e as dificuldades econômicas e ambientais em todo o mundo.  

Esperança 

Segundo Ban, a "esperança fervorosa" dele e a necessidade urgente comum é de que seja possível "parar de ir de uma crise para outra, de sintoma para sintoma". Ao invés disso, Ban espera que a organização lide com as causas subjacentes e reconheça as falhas em muitas de suas abordagens.

O Secretário-Geral anunciou para a próxima semana a Conferência Humanitária da Síria, que irá ocorrer no Kuwait. O país está entre as prioridades da ONU e Ban apelou novamente às nações que parem de mandar armas para a Síria.  

Ban Ki-moon afirmou que a Síria é uma entre várias crises que levaram ao maior fluxo de refugiados desde o conflito no Kosovo, há 13 anos. Outros deslocamentos em larga escalada ocorrem no Mali e no Sahel.

Oriente Médio

O Secretário-Geral lembrou que o Mali está sob ameaça de terroristas, com repercussões regionais e globais. Ele disse que a ONU precisa fazer sua parte para restaurar totalmente a ordem constitucional no país africano.

Em 2013, a ONU deve continuar focada em alcançar uma solução de dois Estados, Israel e Palestina, para o processo de paz no Oriente Médio. Outra meta, segundo Ban Ki-moon, é fazer com que o Tratado Compreensivo para o Fim de Testes Nucleares entre em vigor.

Migrantes

Para setembro, serão realizados encontros de alto nível na Assembleia Geral sobre migração e direitos das pessoas com deficiências. Ban pediu ainda aos países que participem de campanhas e reuniões da ONU contra a violência a mulheres ou baseadas em orientação sexual.

O Secretário-Geral reconheceu que será difícil para a organização enfrentar um corte de US$100 milhões no orçamento, previsto para o biênio 2014-2015. Ban Ki-moon pediu aos países que trabalhem junto com a ONU para enfrentar a "tempestade financeira".

Por fim, Ban destacou que as "decisões que a ONU toma, ou falha em tomar nos próximos anos, vão definir o mundo pelas décadas seguintes". Por isso, o Secretário-Geral espera ser possível em 2013 mostrar ao mundo que boas soluções internacionais são de interesse nacional.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE ABRIL DE 2014
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