No Fórum Econômico Mundial, Ban pede ação no Mali e Síria

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Secretário-Geral falou esta quinta-feira no evento em Davos; ele quer união mundial para pôr fim às duas crises.

Ban Ki-moon em Davos

Eleutério Guevane, da Rádio, ONU em Nova York*.

O Secretário-Geral das Nações Unidas lançou um apelo à comunidade internacional por uma ação unificada que ponha um fim nas crises do Mali e da Síria.

Ban Ki-moon discursou, esta quinta-feira, no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Para o Secretário-Geral, o mundo precisa garantir assistência aos necessitados.

Dignidade

Segundo Ban, atualmente, o dever das nações é demonstrar solidariedade com os que buscam democracia e dignidade. Ele ressaltou a necessidade de se pensar nas gerações futuras, para que o mundo seja de países estáveis e seguros.

O Secretário-Geral destacou que o conflito na Síria está causando um número de mortos sem precedentes. A ONU estima que mais de 60 mil pessoas já morreram e  670 mil estão deslocadas ou refugiadas.

Para Ban, apesar das dificuldades impostas pela situação, há necessidade de fazer pressão para que se alcance uma solução política. O Secretário-Geral reiterou o seu apoio aos esforços diplomáticos do representante especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi.

Impasse

No pronunciamento em Davos, Ban ressaltou que será essencial para o Conselho de Segurança "superar o impasse e encontrar unidade que torne possível uma ação significativa" para o fim da crise síria.

Sobre o Mali, o Secretário-Geral alertou para o aprofundamento da crise, citando o aumento de relatos de violência sexual, o recrutamento de crianças-soldado e represálias contra as populações por parte dos rebeldes tuaregues.

Mistura Tóxica

Ban ressaltou o impacto dos insurgentes extremistas armados, aliado ao que chamou de "mistura tóxica" de pobreza, condições climáticas extremas, instituições fracas, contrabando de drogas e disponibilidade de armas.

A combinação de fatores é, para o Secretário-Geral, a causa de miséria profunda e dos níveis perigosos de insegurança no Mali e além das fronteiras do país africano.

Os combates entre as forças governamentais e os rebeldes tuaregues começaram no norte do Mali há mais de um ano, depois que radicais islâmicos tomaram o controle da área.

*Apresentação: Leda Letra.

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
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