Condenados ataques contra ativistas de direitos humanos no Zimbabué

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Escritório da ONU para Direitos Humanos aponta que atos ocorrem no ano em que se preveem eleições; citada detenção do líder da Associação dos Direitos Humanos, ZimRights

Navi Pillay encontra Presidente Robert Mugabe na sua primeira visita ao Zimbábue, em Maio de 2012 Foto: W. Chingombe

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório da ONU para Direitos Humanos condenou ataques recentemente levados a cabo contra defensores dos direitos humanos no Zimbábue.

Em comunicado, publicado esta sexta-feira, o escritório aponta que os atos ocorrem no ano em que se preveem eleições no país africano. As violações incluem alegadas detenções arbitrárias, atos de intimidação e de assédio.

Preocupação

O porta-voz do escritório, Rupert Colville, disse haver "preocupação com a repressão contra organizações não-governamentais". Os alvos seriam, igualmente, vozes dissidentes tidas como críticas ao governo do presidente Robert Mugabe e, aparentemente, contra processos políticos.

Como caso mais recente, o pronunciamento cita um episódio ocorrido a 14 de Janeiro.

Pressão

Um elemento da polícia zimbabueana teria feito pressão para que fossem feitas acusações contra o diretor da Associação zimbabueana dos Direitos Humanos, ZimRights, Okay Machisa. Ele também é responsável da coligação de organizações do ramo, que atuam no país.

Machisa foi acusado de publicar declarações falsas e prejudiciais ao Estado, fraude e falsificação, após ter estado envolvido num alegado  registo eleitoral ilegal.

De acordo com Colville, o acusado entregou-se à polícia a 14 de Janeiro, acompanhado do seu advogado e continua detido.

Fiança

Num incidente anterior, o gestor de Programas de Educação da ZimRights e outra  responsável da organização foram presos pela Polícia a 13 de dezembro de 2012. Ambos tiveram os pedidos de fiança rejeitados pelo Tribunal Supremo e permanecem detidos, afirma o escritório.

Na sua primeira visita ao Zimbabué, em 2012, a alta comissária dos Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu ao presidente Mugabe que garanta que as eleições sejam livres, justas e realizadas num ambiente pacífico.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 24 DE ABRIL DE 2014
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