Chuvas fortes em Moçambique causam 35 mortos

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Governo fala de situação alarmante, mas controlável; as mortes registadas em quatro meses representam mais de metade dos óbitos contabilizados entre 2011/2012; agências da ONU continuam a monitorar a situação.

Cheias em Moçambique

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

O governo moçambicano alertou para o agravamento das chuvas no país, que desde outubro causaram 35 mortos, mais de metade do número total de óbitos registados nos últimos dois anos.

Falando aos jornalistas, a ministra da Administração Estatal de Moçambique, Carmelita Namashilua , mostrou-se preocupada com a contínua queda de chuvas na região austral de Africa. No país cerca de 26 mil pessoas foram afetadas, segundo o novo balanço divulgado esta sexta-feira.

Crianças

"A situação ainda é alarmante, por um lado. Se não nos precavermos poderemos perder mais gente, mas é controlável se nós continuarmos como temos agido, em prontidão, por forma que menos gente possa ser afetada".

Dados do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique indicam que as chuvas danificaram vias de acesso nalgumas províncias e escolas. Milhares de crianças estão impedidas de ir às aulas, que arrancaram oficialmente na última segunda feira.

Impacto

A governante moçambicana assinalou o impacto das cheias no setor da Educação e a ocorrência de óbitos nos últimos quatro meses, que vão a mais de metade das 58 vítimas de calamidades registadas em 2011 e 2012.

As autoridades moçambicanas asseguram que têm disponíveis mais de U$ 4 milhões para acudir até 300 mil pessoas que eventualmente serão afetadas pelas chuvas que assolam a região austral de África.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE DEZEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE DEZEMBRO DE 2014
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