Chan afirmou que desejo para aliviar a miséria é grande mas recursos são poucos

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A diretora-geral da OMS disse que entre os desafios da organização estão o envelhecimento e o aumento de peso da população, a alta dos casos das doenças crônicas não transmissíveis e a mudança climática. 

Margaret Chan

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margaret Chan, afirmou que o desejo para aliviar a miséria humana é grande mas é neutralizado pelos poucos recursos, pouca capacidade e muita ajuda descoordenada.

A declaração de Chan foi feita, esta segunda-feira, aos membros da diretoria executiva da OMS, em Genebra.

População

Ela disse que entre os desafios da organização estão, o envelhecimento e o aumento de peso da população, a alta dos casos de doenças crônicas não transmissíveis e a mudança climática.

Chan declarou que a expectativa pública em relação ao sistema de saúde está aumentando e o orçamento diminuindo. Segundo a diretora-geral, os custos dispararam no momento de uma austeridade global.

Desigualdade

A chefe da OMS disse que as desigualdades sociais estão quase no pior nível já visto nos últimos 50 anos.

Apesar disso, Chan diz que a cooperação internacional, no setor de saúde, está avançando. Ela cita o progresso, por exemplo, na pesquisa e no desenvolvimento de novos medicamentos levados mais pela necessidade do que pelo lucro.

Meningite

A diretora da OMS lembrou que em dezembro, a campanha de vacinação contra a meningite na África atingiu a marca de 100 milhões de pessoas inoculadas num prazo de dois anos.

Os casos da doença nos 10 países em que a campanha foi feita caíram de forma significativa. Os últimos dados da OMS mostram que a epidemia de meningite na África pode chegar ao fim.

Avanços

Chan falou também sobre avanços no combate a outras doenças, como a tuberculose, a poliomielite, a Aids e as doenças tropicais negligenciadas.

Relatório da ONU sobre medidas para salvar vidas de mulheres e crianças identificou 13 prioridades que se forem utilizadas, podem salvar mais de 6 milhões de vidas até 2015.

Cortes

Falando sobre a reforma da OMS, Chan disse que algumas medidas já foram implementadas.

A diretora afirmou que a organização reduziu em quase mil o número de funcionários e realizou cortes em despesas de viagens e controles financeiros que geraram uma economia de mais de US$ 28 milhões, o equivalente a R$ 56 milhões.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE AGOSTO DE 2014
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