Ban Ki-moon está acompanhando de perto a situação no Mali

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Secretário-Geral agradeceu ajuda dos países parceiros no combate a grupos rebeldes; Conselho de Segurança realizou reunião no fim da tarde desta segunda-feira para discutir o problema.

Ban Ki-moon

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Secretário-Geral da ONU disse que conversou sobre o assunto com o presidente da Côte d'Ivore, também chamado de Costa do Marfim, e chefe da Cedeao, Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, Alassane Ouattara.

Ban Ki-moon falou também com o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, sobre as operações militares francesas na região.

Operações Militares

Na sexta-feira, a França iniciou ataques aéreos a posições rebeldes para impedir que os extremistas entrassem na capital Bamaco.

O Secretário-Geral elogiou a resposta dos países, a pedido e consentimento do governo de Mali, para ajudar contra as operações de grupos armados e terroristas.

Resolução

Ban espera que as ações militares dos países parceiros consigam impedir a ofensiva desses grupos rebeldes, ao mesmo tempo em que continuam os esforços para implementar a Resolução 2085 do Conselho de Segurança, para restaurar a ordem constitucional e a integridade territorial do Mali.

O Secretário-Geral afirmou que continuam em andamento os preparativos para o envio, em breve, de uma equipe multidisciplinar da ONU a Bamaco.

Apoio

A França afirmou que recebeu um apoio extraordinário da comunidade internacional para a operação militar que está realizando no Mali, desde a sexta-feira.

Respondendo a jornalistas, depois de uma reunião especial no Conselho de Segurança, o embaixador francês, Gerard Araud, falou sobre o motivo que levou a França a intervir no país africano.

O embaixador explicou que com o avanço das forças rebeldes, o que estava em jogo era a existência do Estado de Mali e além do Mali, a estabilidade também de toda a região ocidental da África.

Reunião

Araud contou que a França pediu a reunião no Conselho de Segurança porque quer agir em “total transparência” com as Nações Unidas.

Segundo ele, a decisão francesa foi tomada com determinação e também com relutância, e que “não havia outra opção a não ser o uso da força militar.”

Gerard Araud disse ainda que a França manterá a operação até quando for necessário.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 19 DE DEZEMBRO DE 2014
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