Ban faz apelo "em nome da humanidade" para o fim da violência na Síria

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Secretário-Geral da ONU afirmou que situação no país é catastrófica e piora a cada dia; ele pediu doação de US$ 1,5 bilhão para ajuda humanitária aos sírios pelos próximos seis meses.

Ban Ki-moon discursa na abertura da reunião de doadores da ONU para a Síria Foto: ONU/Eskinder Debebe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo, "em nome da humanidade", para que o governo e a oposição na Síria parem com a violência e com os assassinatos.

O pedido de Ban foi feito, esta quarta-feira, na abertura da reunião de doadores da ONU para a Síria, que está sendo realizada no Kuwait.

Fundo

No discurso, o chefe da ONU disse que a organização precisa de US$ 1,5 bilhão, equivalente a R$ 3 bilhões, para financiar as operações humanitárias para os sírios pelos próximos seis meses.

O apelo de Ban surtiu efeito imediato. Segundo agências de notícias, o Kuwait, os Emirados Árabes e a Arábia Saudita prometeram doar US$ 300 milhões cada um totalizando US$ 900 milhões do total de US$ 1,5 bilhão pedidos. Barein, Alemanha e Grã-Bretanha também vão participar das doações.

Mas o Secretário-Geral alertou que a ajuda humanitária, sozinha, não conseguirá solucionar essa tragédia. Para Ban, o massacre e a miséria só vão terminar quando houver uma solução política.

Situação

Ban afirmou que a situação na Síria é catastrófica e piora a cada dia. Segundo ele, pelo menos 60 mil pessoas foram mortas nos 22 meses de conflito.

O Secretário-Geral declarou que 4 milhões de pessoas necessitam de ajuda imediata, sendo 2 milhões de crianças. Além disso, 10% dos sírios abandonaram suas casas e mais de 700 mil fugiram do país.

Citando os horrores do conflito, o chefe da ONU disse que o uso de artilharia pesada em áreas residenciais destruiu bairros inteiros. Metade dos hospitais e 25% das escolas sofreram algum tipo de dano.

Generosidade

Ban Ki-moon lembrou que a Síria sempre foi conhecida pelo generoso apoio aos necessitados.

Até recentemente, o país era o terceiro na lista das nações que mais abrigavam refugiados, incluindo 500 mil palestinos e 63 mil iraquianos.

Ajuda

O chefe da ONU agradeceu o trabalho realizado pelas agências humanitárias na região, mas deixou claro que sem o dinheiro, não será possível entregar toda a ajuda destinada aos mais necessitados.

Ban admitiu que sem a assistência humanitária, muitos outros irão morrer. E por isso, segundo o Secretário-Geral há uma urgência para que toda a comunidade internacional contribua para ajudar a Síria.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 16 DE SETEMBRO DE 2014
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