Tensões no Sahel e na Síria fizeram de 2012 um ano “tumultuado”, afirma Ban

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Durante a última coletiva de imprensa do ano, Secretário-Geral relembra obrigação da ONU em interromper conflitos e construir a paz; Rio+20 citada como um dos sucessos dos últimos meses.

Ban Ki-moon

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

Durante a última coletiva de imprensa do ano, nesta quarta-feira, o Secretário-Geral da ONU afirmou que "um ano tumultuado" está chegando ao fim. Ban Ki-moon relembrou tensões que atingiram desde a Síria até o Sahel, na África, e do leste da República Democrática do Congo até o Oriente Médio.

Em Nova York, Ban disse aos correspondentes que os conflitos testaram mais uma vez a obrigação da ONU: interromper a violência e construir a paz.

Crises

Ban Ki-moon afirmou que a Síria "começou o ano em conflito e termina 2012 em guerra." Ele está preocupado com o aumento da militarização no país e planeja uma conferência internacional de doadores no começo do ano que vem, para garantir a ajuda humanitária aos civis.

Sobre a região africana do Sahel, o Secretário-Geral relembrou que nove países estão em crise e 20 milhões de pessoas sofrem com seca, fome, fraca governança, tráfico de drogas e terrorismo. Ban disse ainda que a situação no Mali é especialmente urgente e é preciso ajudar a restaurar a democracia.

Missão no Timor

Os conflitos recentes entre Gaza e Israel também foram destacados pelo Secretário-Geral, que considera que "o processo de paz no Oriente Médio está congelado." Ban ressaltou ainda processos de transição democrática na Líbia, Mianmar, Somália, Iêmen e Egito.

Entre os acontecimentos positivos do ano, Ban Ki-moon citou o Timor-Leste, que se despede no fim do mês da missão de paz da ONU.

Progressos 

Para Ban, a saída da Unmit do país é um sinal do progresso que o Timor fez de sair da fragilidade e alcançar estabilidade. Ele relembrou também a conferência Rio+20, realizada em junho, no Rio de Janeiro, que mostrou o caminho para um mundo sustentável, prósperto e de proteção ao meio ambiente.

O Secretário-Geral disse que os ganhos de 2012 colocam a ONU na posição de avançar ainda mais nos próximos anos, mas lamentou que muitos progressos se percam por conta de conflitos ou ficam frágeis pela falta de investimentos e compromissos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 17 DE DEZEMBRO DE 2014
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