Sampaio deixa Aliança pedindo mais entendimento entre culturas e povos

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Alto representante da iniciativa das Nações Unidas diz que o extremismo é uma realidade a ser combatida com debate aberto sobre diversidades e mais educação em todo o mundo.

Jorge Sampaio

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Neste 31 de dezembro, o ex-presidente de Portugal e alto representante do Secretário-Geral da ONU para a Aliança das Civilizações irá deixar o cargo.

Jorge Sampaio que esteve à frente do grupo por cinco anos, e desde a sua fundação, passará o posto ao embaixador do Catar, Nassir Abulaziz al-Nasser.

Educação

Nesta entrevista à Rádio ONU, Sampaio fez um balanço positivo sobre o trabalho da Aliança, mas disse que ainda há muita coisa a fazer, principalmente na área da educação de crianças e jovens, e na informação de todos.

"Não tenhamos ilusões de que o fermento do extremismo está aí, e portanto nós temos que apoiar todos aqueles que, de um lado e do outro, chamemos assim são capazes de pugnar pelo entendimento, a discussão das diversidades, das dificuldades, mas ao mesmo tempo ter capacidade de exercer a liberdade de ação, de religião, de pensamento são fundamentais. Mas há qualquer coisa de responsabilidade que, ao meu ver é inerente nisso. Mas este é um balanço difícil de fazer, e que ao meu ver, estará conosco muito tempo a seguir."

A Aliança das Civilizações foi idealizada pelos governos da Turquia e da Espanha e logo depois entregue às Nações Unidas para gerenciamento. O grupo reúne especialistas e conselheiros de todo o mundo incluindo o professor brasileiro, Cândido Mendes.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 31 DE JULHO DE 2014
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