Resolução da ONU apela ao fim da mutilação genital feminina

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Ban Ki-moon considera decisão "histórica" e lembra que prática ameaça a vida de milhões de mulheres e meninas em todo o mundo, além de violar os direitos humanos.

Facas usadas para o procedimento na Serra Leoa. Foto: Irin/Bryna Hallam

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O Secretário-Geral da ONU elogiou uma resolução aprovada pela Assembleia Geral que pede aos países a eliminação da mutilação genital feminina.

Para Ban Ki-moon, o documento é "histórico" e um passo importante para um mundo livre de violência contra a mulher.

Consequências 

Ban lembrou que "práticas nocivas, como a mutilação genital, são uma séria ameaça à saúde de milhões de mulheres e meninas, e violam seus direitos fundamentais."

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, o procedimento afeta cerca de 140 milhões de adultas e jovens em todo o mundo e pode ter graves consequências, como cistite, infecções, infertilidade e complicações durante o parto.

A resolução aprovada na sexta-feira apela aos países que condenem a mutilação genital e tomem medidas contra o ato, como reforço de leis, conscientização de comunidades e alocação de recursos para a proteção de meninas e mulheres.

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE ABRIL DE 2016
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