Parlamentares brasileiros debatem solução de conflitos e paz na ONU

Ouvir /

Entre os congressistas estão a senadora Ana Amélia e os deputados Hugo Napoleão e Jorge Tadeu Mudalen; delegação é chefiada pelo parlamentar Átila Lins, do Amazonas.

Escultura da Não-Violência, na sede da ONU

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Uma missão de congressistas brasileiros está visitando a sede das Nações Unidas para participar do encontro anual da União Interparlamentar com a ONU.

Neste ano, o tema é a prevenção de conflitos, reconciliação e consolidação da paz.

Chamamento

O chefe da delegação brasileira, deputado Átila Lins (PSD-AM), falou à Rádio ONU, em Nova York, sobre o objetivo do encontro.

"Este debate, portanto, aqui pretende tratar de exemplos. Problemas do Quênia, da Costa do Marfim, do Timor-Leste. Nós do Brasil podemos ajudar muito porque não temos conflito. Nosso chamamento é sempre no sentido de apaziguar, de procurar ajudar, para que povos que estejam em atritos possam ter dias melhores. Sem atritos, sem conflitos."

O deputado federal Hugo Napoleão (PSD-PI) lembrou que, cada vez mais, o Congresso Nacional tem contribuído para as relações exteriores do Brasil, e afirmou que a língua portuguesa está obtendo mais relevância no mundo.

Língua Portuguesa

"A língua é o passaporte para a cultura. Eu que muito ministro da Educação no Brasil, houve um ministro dos Estados Unidos que fez um estudo mostrando que o estudo da língua inglesa era indispensável para a cultura e o conhecimento. A língua portuguesa, igualmente, é um passaporte para a cultura, para o entendimento, para a harmonia, para o bem estar e a reconciliação."

Ao comentar a participação do Brasil no Conselho de Segurança até o ano passado, o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) disse que o país já demonstrou ao mundo que tem condição de obter um assento permanente no órgão da ONU.

Reforma

"Eu acredito que o Brasil tem que ter esta representatividade. O Brasil mediou no Timor-Leste, no Haiti e tem participado lá na Síria. Sempre pacificando. Eu acho que tem que haver esta reforma porque hoje o Brasil é uma grande nação e tem se colocado pela sua linha de conduta. E pelas posições que a União Interparlamentar tem dado (sobre o Brasil) em todas as reuniões que acontecem no mundo."

Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) lembrou o pioneirismo da lei Maria da Penha que combate à violência a mulheres ao mencionar uma outra área, onde o Brasil tem se destacado no cenário internacional.

"Há uma área, particularmente cara para nós mulheres, que é a violência de gênero. A ONU Mulheres revelou, de novo, o protagonismo do Brasil na vanguarda desta matéria. Não só com a Lei Maria da Penha, mas outras iniciativas que tratam de avançar e evoluir na proteção de combater a violência a mulheres. Não só em relação ao tráfico internacional de pessoas, mas de mulheres principalmente, com reforço das nossa instituições, com o papel da diplomacia, em todas as áreas.

A delegação de congressistas deve retornar ao Brasil nesta segunda-feira.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 28 DE JULHO DE 2014
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

julho 2014
S T Q Q S S D
« jun    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031