Mulheres e minorias continuam excluídas da vida pública, diz Pillay

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Alta Comissária da ONU afirma que muitos grupos lutam para ter maior participação em governos; Dia dos Direitos Humanos é comemorado nesta segunda-feira.

 

“Minha Voz Conta”. Imagem: Escritório da Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU.

Leda Letra e Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

 A alta comissária para os Direitos Humanos da ONU alertou, nesta segunda-feira, para a contínua exclusão de mulheres e outras minorias da participação nos negócios públicos.

Falando em Genebra, durante as comemorações do Dia dos Direitos Humanos, Navi Pillay destacou que a participação global das mulheres legisladoras é de cerca de 20%. Para a alta comissária, isso indica que existe um longo caminho até que a participação feminina nos processos de leis e políticas seja completa.

Barreiras

Pillay lembrou que vários outros grupos lutam para ter maior participação em governos e na formulação de políticas e mesmo quando há progressos, existe na prática a discriminação, o que cria barreiras.

Neste ano, o tema do Dia dos Direitos Humanos é "Minha Voz Conta – Inclusão e o Direito de Participar na Vida Pública".

A deputada nacional de Moçambique, Ana Rita Sithole, disse à Rádio ONU, de Maputo, que a maior barreira para a participação é o grau de instrução de homens e mulheres.

Educação

"Um dos grande problemas que impedem com que a mulher usufrua do seu direito à cidadania é exatamente o nível de alfabetização, de acesso à escola. Uma vez que ela não é letrada, muitos dos direitos que ela tem não tem tido conhecimento. Outro, é que nas nossas sociedades, o peso dos valores culturais ainda ditam as regras do jogo e fazem com que muitas mulheres se sintam inferiores com relação ao homem."

Classes Sociais

Já a diretora da ONG Conectas, especializada em direitos humanos, ressalta como a classe social interfere no processo. Falando à Rádio ONU, de São Paulo, Lúcia Nader lembrou que o sistema público é de todos.

"Aqueles que dependem do serviço público, muitas vezes estão descontentes com a qualidade do serviço e acabam se sentindo excluídos da participação, excluídos de esferas de poderes de decisão. Mas acontece também pelo outro lado; a elite econômica que tem acesso a serviços privados acaba também se alienando das políticas públicas, como se aquilo não dissesse respeito a ela. O direito à saúde, à educação, à moradia, essas políticas devem ser percebidas como políticas que se aplicam a todos os cidadãos, indiferente de sua classe econômica."

A Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 10 de dezembro de 1948, e desde então, a data marca a comemoração mundial do Dia dos Direitos Humanos.

Em mensagem, o Secretário-Geral Ban Ki-moon lembrou que a lei internacional é clara: a voz de todos os cidadãos é importante, independente de quem eles sejam ou onde vivem.

*Apresentação: Leda Letra.

 

 

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE AGOSTO DE 2014
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