Milhares ainda seguem desabrigados após cheias de setembro no Paquistão

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Segundo agências humanitárias, monções danificaram 630 mil casas em três das quatro províncias paquistanesas.

Vítima das cheias no Paquistão

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Centenas de milhares de pessoas continuam desabrigadas desde as monções de setembro no Paquistão.

Segundo a Agência Nacional de Desastres paquistanesa, as enchentes atingiram três das quatro províncias do país. Mais de 4,8 milhões de pessoas foram afetadas pelas cheias que danificaram ou destruíram pelo menos 630 mil casas.

Desalojados

Três meses depois das monções, 97% dos desalojados conseguiram voltar para suas vilas e cidades. Mas, segundo a agência, praticamente todos, continuam vivendo em tendas montadas ao lado das casas destruídas.

O governo paquistanês e organizações de ajuda, em operação no país, afirmaram que ainda estão necessitando de assistência para o inverno.

Saúde

A porta-voz do Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária no Paquistão, Stacey Winston, afirmou que a queda da temperatura está causando um aumento dos problemas de saúde, entre eles, respiratórios.

O Paquistão sofre, pelo terceiro ano, com severas enchentes causadas pelas monções, mas ao contrário do passado, o governo paquistanês não decretou emergência nacional.

Ajuda

Segundo a ONU, a resposta humanitária para as enchentes, este ano, no Paquistão deveria ser de US$ 168,5 milhões, equivalente a R$ 337 milhões.

Desse montante, foram prometidos a metade pelos países doadores. Mas a ONU só recebeu, até agora, US$ 49 milhões, o que representa apenas 29% do total.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE DEZEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE DEZEMBRO DE 2014
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