Enviado da ONU à Síria fala em perigo de fragmentação do país

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Em entrevista, no domingo, Lakhdar Brahimi disse que Síria sofre risco de divisão em "pequenos Estados", e de "somalização" ao comparar situação do país com a da violência na Somália, causada por milícias.

Militar da ONU na Síria

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A paz e a segurança mundiais estão sob ameaça caso a situação da violência na Síria não seja resolvida. O alerta foi feito pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe ao país, Lakhdar Brahimi.

Em entrevista a jornalistas, no domingo, ele disse ver somente duas possibilidades: a de uma solução política, aceita pelos sírios, ou a transformação do país no que classificou de um "inferno."

Esforços

Brahimi fez a declaração no Cairo, logo após uma reunião com o chefe da Liga Árabe, Nabil Al Araby. No sábado, o enviado especial foi à Rússia, onde se reuniu com o chanceler do país, Sergei Lavrov, para debater uma solução para o conflito sírio.

Há relatos de que mais de 25 mil pessoas já morreram desde o início dos combates em março de 2011, entre tropas do governo e opositores do regime do presidente Bashar al-Assad. Várias agências de notícias, no entanto, indicam que o número de mortos teria ultrapassado 40 mil.

Ao se referir à crise,o enviado especial disse ainda que existe o risco da Síria passar por um processo descrito por ele como "somalização" com milícias e os chamados "senhores de guerra". Ele também citou a ameaça de fragmentação da Síria em pequenos Estados, como ocorreu na antiga Iugoslávia.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 27 DE AGOSTO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 27 DE AGOSTO DE 2014
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