África quer que Nações Unidas autorizem envio de forças ao Mali

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Em entrevista à Rádio ONU, representante da União Africana, Téte António, fala de "pressão", enquanto ocorrem negociações entre grupos em conflito no país da África Ocidental.

Acampamento no Mali. Foto: Acnur

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

A União Africana quer o envio de forças de paz internacionais para o norte do Mali. A informação foi dada representante da União Africana junto às Nações Unidas, Téte Antônio.

O representante conversou com a Rádio ONU, esta quarta-feira, após a apresentação do relatório do Secretário-Geral sobre a situação no Mali. O documento foi apresentado pelo chefe do Departamento de Assuntos Políticos, Jeffrey Feltman.

Militar

Téte falou sobre a pressão militar.

"Pensamos que, enquanto mantemos as conversações como uma das estratégias, a pressão militar tem de estar lá. Os grupos que estão a negociar estão a fazê-lo por ter havido esta pressão militar. Portanto, baixando a pressão militar vai com certeza vai reforçar os terroristas que estão a cometer crimes no norte", sublinhou.

Na reunião do Conselho, Feltman disse que a situação de segurança no norte do Mali continua se deteriorando com alegações de abusos dos direitos humanos e a chegada de jihadistas, que ele descreveu como terroristas, para se juntar a grupos armados.

Segundo o chefe de assuntos políticos da ONU, 412 mil pessoas foram forçadas a fugir da região e 5 milhões afetadas pelo conflito.

Divisões

A ONU também indica a ocorrência de confrontos entre o Movimento Nacional para a Libertação de Azawad, Mnla, e o Movimento para a Unidade e a Jihad na África Ocidental, Mujao, na região de Gao a nordeste.

Téte António se referiu a profundas divisões políticas na capital, Bamako, sobre como implementar as principais prioridades nacionais.

Por isso, segundo a União Africana, seria necessária a atuação da força de paz.

"A presidente da Comissão da União Africana, Nkozesana Dlamini Zuma, o presidente da Comissão Africana, o presidente da Cedeao e o presidente União Africana escreveram para o Secretário-Geral para exprimir algumas preocupações em relação a inserções no seu  relatório quanto ao desdobramento da força. O relatório diz que a intervenção militar seria um último recurso. Nota-se um certo recuo em relação a esses esforços", defendeu.

No Conselho de Segurança, o chefe do Departamento de Assuntos Políticos da ONU disse que grupos ligados à Al-Qaeda no Magreb Islâmico estariam apoiando os conflitos desde abril deste ano.

* Apresentação:  Edgard Júnior

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE SETEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 29 DE SETEMBRO DE 2014
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