Violência leva agências a suspenderem ajuda a Goma, na RD Congo

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Medida temporária foi aplicada a partes do leste do país africano devido à intensificação de combates entre tropas do governo e rebeldes do M23, um grupo de militares rebelados do Exército.

Acnur prevê aumento de refugiados

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A violência na província de Kivu Norte, na República Democrática do Congo, está obrigando agências humanitárias que operam na região a suspender a ajuda a moradores da área.

A maioria das agências concentra suas operações em Goma, capital da província, que está sendo alvo de confrontos armados entre tropas do governo e rebeldes do M23.

Avanços

O grupo é formado por militares rebelados do Exército. A situação tornou-se ainda mais tensa com os avanços do M23 em direção a Goma, nos últimos dias.

O porta-voz do Alto Comissariado da ONU para refugiados, Acnur, Adrian Edwards, disse que muitas pessoas estão fugindo de suas casas também para Ruanda, o país vizinho.

Segundo Edwards, a situação é bastante preocupante ao redor de Goma. Ele disse que muitas mulheres e crianças estão formando assentamentos improvisados para escapar do fogo cruzado.

Condições Precárias

Ainda de acordo com o porta-voz, desde janeiro, cerca de 650 mil pessoas deixaram suas causas por causa da violência. A ONU estima, que o número total de deslocados no leste da RD Congo chegue a 1,6 milhão.

Já o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, disse que teme um aumento nos casos de cólera por causa das condições precárias de higiene e saneamento básico, e água potável.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 26 DE DEZEMBRO DE 2014
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