Unesco: reprovações caíram, mas evasão escolar permaneceu alta em 2010

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África tem cinco países lusófonos

O Instituto de Estatística da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura informou que, naquele ano, mais de 32 milhões de alunos foram reprovados e 31,2 milhões abandonaram a escola e não devem mais voltar.

 Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.   

O relatório "Oportunidades Perdidas: O Impacto das Reprovações e do Abandono Escolar" revela que as reprovações de alunos em 2010 chegaram a 32,2 milhões e que 31,2 milhões de crianças abandonaram a escola nos primeiros anos de ensino.

O relatório, publicado pelo Global Education Digest 2012, mostra a necessidade urgente de lidar com o desafio das crianças repetentes e das que abandonam a escola antes de completar o ensino primário. O estudo foi preparado pelo Instituto de Estatística da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, a Unesco.

Brasil e Angola

Segundo o documento, a boa notícia é que as reprovações caíram 7% entre 2000 e 2010. O Brasil foi apontado pelo relatório como um bom exemplo porque o índice de alunos reprovados nas escolas do país caiu de 24 para 18%.

Do lado oposto, entre os países lusófonos, está Angola, onde a taxa de alunos que abandona a escola antes de terminar o primário é de 68%. Segundo o relatório, mais de duas crianças em cada três que começam o ensino básico largam o colégio antes do último ano.

Desafios

Os maiores desafios para que as crianças terminem o ensino primário estão em três continentes. Na América Latina e no Caribe, onde 17% dos alunos abandonam as escolas nessa fase do ensino elementar. No sul e no oeste da Ásia, onde esse índice sobe para 33% e finalmente, na região subsaariana da África, onde o abandono escolar chega a alarmantes 42%.

O diretor do Instituto de Estatística da Unesco, Hendrik van der Pol, afirmou que não se pode ignorar esses dados. O mundo, segundo ele, tem poucos anos pela frente para cumprir a promessa de garantir o direito das crianças ao ensino primário até 2015.

Progresso

O relatório da Unesco mostra que apesar das dificuldades, muitos avanços foram registrados. Em 1999, por exemplo, 15 países africanos tinham índices de reprovação escolar acima de 20%. Em 2009, foram apenas seis.

Na Ásia, os melhores resultados em relação à redução das reprovações foram vistos na Índia, no Irã, no Nepal e no Butão. Na América Latina e no Caribe: Argentina, Cuba, Jamaica, México e Uruguai apresentaram os menores índices de alunos reprovados, abaixo de 5%.

JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 18 DE SETEMBRO DE 2014
JORNAL DA ONU - BRASIL (5 MIN), 18 DE SETEMBRO DE 2014
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